segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

1961 - Simpson - Principles of Animal Taxonomy



"There are authorities who maintain that one should not think much about taxonomy but just do it. I have been doing it for many years, but like the would-be philosopher who was thwarted by having cheerfulness break in, I have found thought breaking in. In 1941-42 (published in 1945) I put down some of those thoughts in connection with my broadest taxonomic effort, a classification of the Mammalia. That essay was intended to explain and justify the bases of that particular classification, but it also seemed to have some wider interest for taxonomists. Ever since then the divorcing of the essay from the classification of mammals and its separate issue in revised form have been one of those projects to be performed “when I have time.” -

One of the advantages of lecture series—their greatest advantage, I believe—is that they may force the lecturer to take the time to organize his thoughts and to write them down. The flattering invitation to join the roster of jesup Lecturers at Columbia University was accepted, somewhat rashly, in large part because it was a means of forcing myself to take the time for the long-deferred project on the principles of taxonomy. Of course this turned out to involve much more than just dusting off the old essay, revising and expanding it. Indeed the present book, based on the jesup Lectures for 1960, has little to do with the earlier essay aside from the facts that both are on the same subject and that I still agree with much, by no means with all, that I thought fifteen to twenty years ago.

Here I have tried something much more ambitious than in the earlier essay. As far as is permitted by ability and scope, I have here tried to examine the deepest foundations of taxonomy and to build up from those foundations the structures of zoological classification. Further characterization of the subject matter is made at the beginning of Chapter 1, where it is more likely to be read, and the book before you demonstrates for itself what has been made of the subject. I might here add that, although the treatment is not intended to be elementary, I have inserted much that professional taxonomists already know and may, for their purposes, find superfluous. (Various of those passages were omitted from the lectures.) That material is included with the hope that students may here acquire some of the rudiments while also, and perhaps with greater difficulty, learning to think about taxonomy and not just to do it.

Dr. Anne Roe has read the entire manuscript and has helped me to limit, if not altogether to eliminate, failures of communication. She deserves more than the routine acknowledgment often given to wives. Miss Holly Osler has gone beyond the strict call of duty in converting my handwriting into legible manuscript and in assisting with details of bibliography and index. At Columbia University Press, Raymond I. Dixon has edited the manuscript and Miss Nancy Dixon has designed the book. Mrs. Nancy Gahan has converted my roughs into finished illustrations.

I am grateful, perhaps most of all, to the late Alexander Agassiz and to Harvard University. By a conjunction foreseen by neither one, they have given me the freedom to pursue these thoughts to this point." (George Gaylord Simpson)


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

2016 - Fransozo & Negreiros-Fransoso (Eds.) - Zoologia dos Invertebrados 1ª Edição

 


"Escrita especialmente para graduandos na área das Ciências Biológicas e afins, esta obra busca descrever a diversidade dos animais invertebrados, salientando os pontos mais relevantes da biologia de cada grupo. Além de apresentar um panorama quanto à forma, à função e às adaptações que possibilitam a vida desses organismos nos ambientes em que vivem, Zoologia dos Invertebrados aponta, para a maioria dos grupos estudados, a perspectiva de relação de parentesco destes com outros organismos.

Apesar dos muitos recursos humanos nas universidades brasileiras – que contam com pesquisadores e professores especialistas nos grupos animais – e da diversidade de espécies de que o território nacional dispõe, nosso país ainda carece de bibliografias acadêmicas que tenham como principal objeto de estudo a fauna nativa. Levando­-se em consideração esse quadro, a organização desta obra visou suprir uma preocupante lacuna e oferecer ao leitor um material especialmente voltado para a análise dos organismos nativos, uma vez que a maioria dos livros aqui disponíveis são traduções de autores norte­americanos ou europeus, os quais têm como foco organismos originários desses continentes.

Zoologia dos Invertebrados não tem por objetivo substituir os excelentes livros­ textos traduzidos, mas, sim, complementar obras clássicas sobre o assunto, por meio de um conteúdo rico em exemplos típicos da fauna brasileira para cada grupo.

O trabalho de organização foi longo e árduo, devido ao grande número de autores de diversas partes do país e à necessidade de se abordarem as peculiaridades de cada grupo animal, sobretudo as classificações deles em uma época de constantes alterações no que diz respeito à biologia molecular. Por essa razão – e, também, por querermos respeitar a opinião de cada autor-­colaborador –, o leitor poderá deparar-se com classificações distintas.

Além dos temas pertinentes à área e aqui abordados, todos igualmente importantes, esta obra lança mão de um grande diferencial: a existência de capítulos pouco comuns em outros livros sobre Zoologia –a saber: 37, Sistemas de Manutenção de Organismos Aquáticos; 38, Toxinologia de Invertebrados Perigosos no Trabalho de Campo; 39, Introdução de Espécies Exóticas e suas Implicações; e 40, Ciência e História |Reminiscências da Pesquisa e do Ensino dos Invertebrados no Brasil –, os quais alertam os estudantes sobre tais aspectos e estimulam a investigação zoológica nessas áreas.

A editora não poupou esforços para adaptar em uma mesma publicação todos os manuscritos, com diferentes estilos, nem para contatar vários autores ao longo de mais de três anos de preparação e padronizar desenhos e figuras publicados na obra.

Agradecemos a todos os autores­-colaboradores a disponibilidade, a atenção, o cuidado e a competência em elaborar cada um dos 40 capítulos e as respectivas seções. Somos especialmente gratos àqueles que, embora não fossem especialistas no grupo, empenharam-­se em estudar profundamente o assunto e elaborar os capítulos sob sua responsabilidade." (Adilson Fransozo & Maria Lucia Negreiros-­Fransozo)


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

2002 - Auricchio & Salomão (Eds.) - Técnicas de Coleta e Preparação de Vertebrados

 


Este livro pretende preencher a lacuna existente na área técnico científica do Brasil e ser um referencial na preparação e manutenção de material biológico de Vertebrados. Foi elaborado para servir como referência a uma vasta gama de interessados: pesquisadores, professores de ensino médio e estudantes, abrangendo técnicas para preparação de espécimes para escolas e para estudos científicos, inclusão em parafina, diafanização, técnicas para análise de DNA, curtimento e outras.


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

2015 - Buchanan, Gruissem & Jones - Biochemistry & Molecular Biology of Plants 2ª Edição

 


"The second edition of the Biochemistry & Molecular Biology of Plants retains the overall format of the first edition in response to the enthusiastic feedback we received from users of the book. The first edition was organized into five sections dealing with organization and functioning of the cell (Compartments), the cell’s ability to replicate (Cell Reproduction), generation of energy (Energy Flow), regulation of development (Metabolism and Developmental Regulation), and the impact of fundamental discoveries in plant biology (Plant, Environment, and Agriculture). Although the section organization of the second edition remains unchanged, many of the chapters have been written by new teams of authors, reflecting the retirement of some of our colleagues, but also the dynamic development of plant biology during the last 20 years that was driven by a cohort of younger investigators, many of whom have contributed to this second edition.

Changes in chapter authorship also reflect the impact that molecular genetics had on our field, and three chapters stand out in this regard: Chapter 9 on Genome Structure and Organization, Chapter 18 on Signal Transduction, and Chapter 19 on Molecular Regulation of Reproductive Development. Advances resulting from molecular genetics have been particularly dramatic in the field of plant hormones and other signaling molecules where the receptors for all of the major hormones and their complex signaling pathways have now been described in detail.

Soon after publication of the first edition, Biochemistry & Molecular Biology of Plants was translated into Chinese, Italian, and Japanese, and a special low‐priced English‐ language version of the book was published in India. In this version the entire book was published in black and white, illustrating the costs involved in producing four‐color versions of textbooks.

Another change that accompanied the writing and production of this second edition was the involvement of the publisher John Wiley and our interaction with the Editorial Office in the United Kingdom. Wiley had entered into an agreement with the American Society of Plant Biologists to lead the publication of books written by ASPB members. The second edition of Biochemistry & Molecular Biology of Plants is one of the first of hopefully many books that will be published jointly by ASPB and Wiley.

Production of this book required input from many talented people. First and foremost the authors, who patiently, in some cases very patiently, worked with the editors and developmental editors to produce chapters of remarkably high quality. The two excellent developmental editors, Justine Walsh and Yolanda Kowalewski, worked to produce a collection of chapters that read seamlessly; the artist Debbie Maizels produced figures of exceptional technical and artistic quality; the staff at John Wiley, who worked tirelessly on this project; and Dr Nik Prowse, freelance project manager, who efficiently handled the chapter editing and management during the production phase of the book.. Special thanks go to Celia Carden whose support, enthusiasm, and management across two continents have gone a long way to making this book successful. The support of ASPB’s leadership and staff, notably Executive Director Crispin Taylor and Publications Manager Nancy Winchester, are gratefully acknowledged. We also appreciate the continuing/ongoing support that we received from ASPB as this book was being developed. The contributing authors thank reviewers for commenting on their chapters.

Most important, we want to express appreciation to our wives, Melinda, Barbara, and Frances, who during the past few years again tolerated and accepted the textbook as a demanding family member." (Bob B. Buchanan, Wilhelm Gruissem & Russel L. Jones).


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2017 - Silverthorn - Fisiologia Humana: uma abordagem integrada

 


A 7ª edição do livro Fisiologia humana: uma abordagem integrada oferece ampla cobertura sobre os tópicos fisiológicos de forma integrada e molecular, base também das edições anteriores. Nesta edição, o texto foi revisto e o conteúdo atualizado, principalmente nas áreas de neurobiologia e fisiologia reprodutiva. Além disso, o Capítulo 21, sobre o sistema digestório, e o Capítulo 26, sobre fisiologia reprodutiva, foram reorganizados. 

Foram feitas revisões adicionais e figuras essenciais foram criadas para que os alunos possam utilizar em revisões rápidas, bem como novos resumos anatômicos e mapas conceituais. 

Por fim, cada capítulo começa agora com uma lista de tópicos abordados e objetivos de aprendizagem.


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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

2019 - Torrubia et al. - Aves de SFX

 


"Muitas pessoas não sabem, mas as principais listas de aves do mundo diferem significativamente entre si, reconhecendo 10.585, 10.738 ou 11.126 espécies (fora 158 recentemente extintas). Esses números refletem os desacordos entre os ornitólogos sobre o que seja uma espécie, uma das questões mais profundas da biologia que as aves parecem adorar confundir.

Mesmo com essas divergências, comparando esses totais com as 6.399 espécies de mamíferos hoje reconhecidas (fora 96 espécies recentemente extintas), vemos que bichos de penas ganham com folga dos bichos de pelo em diversidade. Especialmente quando se considera que um estudo recente sugere que há, na verdade, pelo menos 18 mil espécies de aves.

As aves vivem em todos os continentes e em todos os ambientes, exceto as áreas mais profundas do oceano. Elas ocupam todo o espaço entre pelo menos 10 mil metros de altitude (a mesma atingida por aviões de passageiros e gansos-de-pescoço-barrado) e 500 metros de profundidade (onde pinguins-imperadores vão caçar seu alimento) e são dotadas de superpoderes para prosperar em situações extremas.

Pinguins-imperadores podem mergulhar por mais de meia hora, enquanto mariquitas com o peso de uma caneta podem voar por dias a fio sobre o oceano durante suas migrações, o que significa viagens radicais de ida e volta todos os anos.

Estes superpoderes incluem também super sentidos como enxergar em ultravioleta e ver campos magnéticos. Algumas, como nossos urubu-de-cabeça-vermelha e as almas-de-mestre, têm um olfato hiper apurado, enquanto todas têm uma audição absurdamente acurada.

Passarinhos não são apenas carinhas bonitas. Apesar das piadas, na verdade aves são consistentemente inteligentes em comparação a mamíferos do mesmo tamanho. Algumas, como papagaios, gralhas e corvos, passam em testes de autoconsciência e inteligência simbólica onde crianças de 3-4 anos falham. O que levanta questões filosóficas sobre a moralidade de papagaios engaiolados.

E não vamos esquecer o óbvio. Aves estão entre as criaturas mais belas que vivem em nosso planeta, seja pelo visual, seja pela música. E, podem voar, o que desde sempre capturou a imaginação humana e é visível na nossa arte, simbologia e religião.

As aves são, para resumir, maravilhosas. E é o fato de serem maravilhosas que deu origem ao passatempo de observá-las e, logicamente, à união deste com o passatempo mais recente de fotografá-las.

A observação de aves é uma atividade que pode ser realizada em qualquer lugar. Enquanto escrevo este texto, a uma quadra da famosa esquina da Ipiranga com a São João, observo e sou observado por periquitos-ricos, bem-te-vis, cambacicas, sanhaços (duas espécies) e rolinhas que visitam o comedouro na minha janela. De quando em quando, paro de escrever para ver se aquilo que passou voando é um dos gaviões-asa-de-telha que frequenta a vizinhança em mais uma caçada a pombos aqui na São Paulo selvagem.

Também aqui, o canto da madrugada dos sabiás-laranjeira (resultado do barulho que nós, humanos, fazemos) e o chilreio dos pardais ao amanhecer têm um efeito que não consigo definir a não ser como a sensação de um dia agradável que começa.

Acho que são essas sensações indefiníveis que cativam quem observa (e ouve) aves. É a música, da simplicidade pardálica à complexidade dos uirapurus. Os momentos de ação, como as caçadas dos meus gaviões vizinhos. Os momentos de descoberta, como ver uma espécie, ouvir um canto ou observar um comportamento pela primeira vez. E, logicamente, os momentos de surpresa e incredulidade, como olhar para cima e dar de cara com uma harpia te olhando nos olhos ou navegar no que parece uma cena de Mar em Fúria e ver albatrozes brincando na tempestade.

As aves são maravilhosas e sua maravilha torna nossas vidas mais ricas e mais interessantes de serem vividas. Não me surpreendem as muitas histórias de pessoas que encontraram forças para lidar com perdas, com a depressão e doenças variadas na observação de aves. Observar aves, realmente observar aves, é celebrar a vida e conectar-se com algo maior que a maioria de nós, preocupados com coisas menores, esquecemos que precisamos.

O prazer da descoberta, da aventura, do diferente, de sair da zona de conforto e ter experiências que, se não fosse para incluir um passarinho na sua lista ou tirar uma foto, você nunca teria. Observar aves significa viajar, nem que seja até a praça ali do lado, e todo observador de aves pode contar histórias sobre pessoas, lugares, comidas, bebidas, culturas e formas de pensar que jamais conheceria se não fossem os passarinhos. 

E de muitas aventuras, vitórias, roubadas, quase tragédias e superações heroicas.

A apreciação da vida que vem com isso muda as pessoas. É difícil ser um observador de aves sem se importar com as aves. Sem que você sinta a necessidade de dar algo em troca a quem te faz bem. Coisas simples já fazem diferença, como plantar uma árvore numa praça, ter um comedouro na janela, comprar produtos que ajudam a conservação e boicotar os que ajudam a destruição e, o mais simples e o mais importante, não eleger (ou reeleger) quem defende a destruição. Não há como observar aves sem querer mudar a realidade que já levou aquelas 158 espécies à extinção.

Observar aves, como todo passatempo, faz com que você compre coisas, viaje e use serviços. O que significa criar um ramo da economia onde gente que gosta de olhar passarinhos sustenta gente que cria as condições para que passarinhos sejam observados. Isso significa dinheiro fluindo para pousadas, guias, restaurantes, empresas aéreas, locadoras de automóveis, lojas de lembranças, cervejarias artesanais (nós temos que celebrar os lifers!), etc, etc. 

E, o mais revolucionário, para os empresários de passarinhos: os donos das áreas que pessoas como eu visitam e onde pagamos entrada para ver os passarinhos que desejamos. Estes empresários podem ser estatais (como nos parques nacionais) ou privados (como em um sítio, quintal ou pousada) e, ao longo dos anos, já vi situações desde camponeses a hotéis de luxo, passando por comunidades em lugares remotos, que cuidavam bem de seus passarinhos (e seus habitats) porque a renda obtida dos observadores de aves valia a pena.

Não entrarei aqui com números de observadores no Brasil e o quanto eles podem movimentar em recursos. Para mim, isto é secundário em uma revolução na forma em que nos relacionamos com o mundo. Uma forma de reconectar com o mundo natural, criar ciclos virtuosos e, como fizeram as aves, deixar de ficar presos ao chão. 

Este livro traz uma ampla amostra do que um visitante pode ver na região de São Francisco Xavier. Ali podem ser observadas espécies da Mata Atlântica, incluindo muitas raridades e endemismos, outras de áreas mais alteradas e algumas mais comumente associadas ao cerrado, mas que ocorrem na região por serem colonizadores recentes ou remanescentes de um passado não muito distante, quando o Vale do Paraíba era um mosaico de florestas com árvores gigantescas (os jequitibás sobreviventes o provam) e cerrados.

Em SFX, algumas horas de passarinhada podem render espécies de florestas de araucária (como o grimpeiro), de cerrado (gralha-do-campo), mata atlântica (papo-branco) e especialidades dessa parte do Brasil (bicudinho-do-brejo-paulista). Com uma ótima infraestrutura de receptivo e acesso fácil por estradas, é uma das áreas mais ricas e agradáveis para passarinhar em São Paulo. Eu sei. Tenho visitado desde 1994.

Espero que este livro estimule mais pessoas a prestarem atenção às aves à sua volta, e que muitas dessas pessoas se interessem por saber mais sobre as espécies, suas características e seus hábitos, embarcando numa viagem de descobertas que não tem fim." (Fabio Olmos)


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2013 - Oliveira et al. - Guia Ilustrado das Abelhas “Sem-Ferrão” das Reservas Amanã e Mamirauá, Brasil (Hymenoptera, Apidae, Meliponini)

 


"Inicialmente criada como Estação Ecológica, Mamirauá é a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável  brasileira e tem como principal objetivo a sustentabilidade e a convivência harmônica entre os homens e o manejo dos recursos naturais. Não há local melhor para o uso deste Guia Ilustrado das Abelhas–sem-ferrão das Reservas Amanã e Mamirauá do que em uma região com estas características.

Um dos aspectos importantes para manejo e uso sustentável de áreas naturais é o conhecimento sobre os polinizadores locais. Entre eles estão as abelhas sociais nativas (os Meliponini), muito abundantes e diversos, que contribuem não somente com a manutenção da biodiversidade, mas também com a produção de alimentos. Além disso, essas abelhas produzem um mel de excelente qualidade, muito apreciado pelas populações ribeirinhas.

O Guia Ilustrado das Abelhas–sem-ferrão das Reservas Amanã e Mamirauá é uma obra necessária e que preenche uma lacuna no conhecimento da biodiversidade regional. Ricamente ilustrado e com informações importantes sobre o manejo, baseadas no conhecimento dos autores e da população regional, o guia é essencial para o desenvolvimento da criação e o uso sustentável de abelhas sem ferrão (meliponicultura) nesta reserva e em toda a Amazônia. Algumas perguntas que o guia responde são: como se chama esta abelha? o que sabemos sobre ela? quem cria? que flores visita? onde nidifica? onde é encontrada? como identificá-la?

As  abelhas  foram  coletadas,  identificadas,  fotografadas  e  uma  descrição  minuciosa  sobre  elas  é apresentada. Uma vez sabendo o nome da abelha é possível buscar informações sobre ela. Um plano de manejo e uso sustentável pode ser o próximo passo.

Os autores realizaram uma combinação feliz de atividades necessárias nesta década da biodiversidade, principalmente no bioma amazônico.  É uma obra que deve ser compartilhada e servir como referência para outras iniciativas semelhantes." (Vera Lucia Imperatriz Fonseca)


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terça-feira, 30 de novembro de 2021

2001 - Woods & Sergile (Eds.) - Biogeography of the West Indies: Patterns and Perspectives 2ª Edição

 


As a review of the status of biogeography in the West Indies in the 1980s, the first edition of Biogeography of the West Indies: Past, Present, and Future provided a synthesis of our current knowledge of the systematics and distribution of major plant and animal groups in the Caribbean basin. The totally new and revised Second Edition, Biogeography of the West Indies: Patterns and Perspectives, emphasizes recent ideas and hypotheses in the field and includes many new chapters and contributions. The authors use the broadest possible interpretations of the concepts of biogeography, consider anthropological and geological factors, and discuss the conservation of endemic species.

Drawing together contributions from the leading experts in biogeography and biodiversity, this book introduces new patterns and developments that add to our understanding of how plants and animals are dispersed throughout the region. Many contributions use new techniques such as molecular systematics to test older studies based strictly on morphological data. Unique in its inclusion of a wide variety of organisms and in its coordination of scientific data and conservation strategies, Biogeography of the West Indies: Patterns and Perspectives, Second Edition provides the only encyclopedic discussion available on the biogeography of the Antilles.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

2021 - Bonzanini (Ed.) - Vamos investigar? Atividades didáticas para a área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias



"Esse material contempla sugestões de atividades didáticas para o Ensino Médio, com ênfase no componente curricular Biologia, e foi organizado durante o desenvolvimento de um projeto de extensão universitária denominado: “Material Didático: divulgando práticas e recursos pedagógicos para o ensino de Ciências da Natureza e suas Tecnologias” realizado com o objetivo de difundir conhecimentos produzidos em pesquisas acadêmicas, validados em projetos de ensino e de extensão universitária, envolvendo estudantes dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas e Licenciatura em Ciências Agrárias da ESALQ/USP, professores e estudantes da Educação Básica.

Contando com o apoio de dois importantes programas: o PUB (Programa Unificado de Bolsas da USP) e o PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES), foi possível realizar uma parceria, no período de 2018 a 2020, entre a Universidade e a Escola Estadual Prof. Antonio de Mello Cotrim, localizada no bairro Paulicéia, na cidade de Piracicaba, S/P. Assim, pesquisadores e estudantes dos Cursos de Licenciatura puderam conhecer e analisar o potencial pedagógico de atividades didáticas já existentes, produzir atividades inéditas e planejar propostas para o desenvolvimento de projetos educacionais e de atividades presentes no currículo do Ensino Médio contemplando temas demandados pela Escola parceira. Um dos resultados de todo esse trabalho encontra-se nesse material, destinado para professores, e organizado no formato de descrições de atividades e sequências didáticas que foram testadas e validadas em um contexto real de ensino, e reescritas após adaptações, indicações de atividades online, sugestões de materiais inclusivos e de procedimentos mais condizentes com a realidade escolar.

Dentre as diversas possibilidades de trabalho, optou-se por favorecer as atividades investigativas, consideradas como aquelas que permitem problematizações, discussões, pesquisas, levantamento de hipóteses, análises de possíveis resultados, evitando a simples exposição do conteúdo. Então, nas descrições são indicadas perguntas que podem desencadear processos investigativos. O planejamento de atividades desse tipo requer que professores investiguem sua própria prática, organizem formas de conduzir questionamentos em sala de aula, saibam favorecer o levantamento de hipótese, a proposição e busca de diferentes resultados, a análise de possíveis respostas, mediando as interações e construções de conhecimentos. Além disso, é preciso planejar formas de favorecer reflexões sobre os resultados da atividade, a interpretação dos fenômenos observados, a conciliação de diferentes pontos de vista e a proposição de novas perguntas para que estudantes ampliem os conhecimentos.

O convite do título: “Vamos investigar?” é feito primeiramente para professores que, a partir da proposta apresentada, deverão planejar a atividade alinhada ao contexto da turma que trabalham, de modo a convidar estudantes a investigarem o conteúdo a ser abordado. Para tanto, foram descritas quatro metodologias de ensino: atividades práticas, debates, aulas de campo e jogos. Alguns temas foram trabalhados em uma sequência didática e, buscando a diversificação, contemplaram mais de um tipo de metodologia em um mesmo capítulo, com uma descrição sequencial, independentemente do tipo de atividade discutida na abertura do mesmo. A maioria das atividades são classificadas como atividades práticas pois, atendendo demandas da Escola parceira, foram desenvolvidas na disciplina Práticas em Ciências, cujo foco eram aulas práticas para estudantes do Ensino Médio.

A elaboração, planejamento e execução de cada uma das propostas apresentadas considerou a fundamental relação teoria e prática, a importância da análise e reflexão sobre processos e fins didáticos, e a necessidade de os resultados das pesquisas na área de Ensino de Ciências constituírem efetivamente uma evidência sobre a qual professores da Educação Básica possam organizar suas práticas educacionais. No entanto, objetivou-se apresentar nesse material exemplos práticos e possibilidades de aplicação de saberes em contextos reais de ensino, por isso, são apresentadas descrição das atividades, não como roteiros que devem ser seguidos, mas sim como um material de apoio com sugestões que devem ser analisadas e adaptadas aos contextos educativos diversos e plurais, com a necessidade de professores também investigarem formas para realizarem as propostas de acordo com as características das unidades de ensino onde trabalham e, assim, ampliar as possibilidades didáticas para o Ensino de Ciências. Dessa forma, os resultados das pesquisas acadêmicas e o embasamento teórico para a realização e adaptação das atividades estão no formato de indicação de literaturas como artigos de pesquisas e livros, a grande maioria de livre acesso na Internet assim, professores poderão ler, consultar, buscar entender os aspectos teóricos que consolidam o fazer didático, acessar definições e analisar o papel das propostas no processo de ensino, bem como organizar questões que valorizem a compreensão e a relação entre causa e efeito.

Apresenta-se, portanto, um material didático para apoio ao trabalho docente, que contém propostas alinhadas ao cotidiano escolar, organizadas e descritas com linguagem simples e acessível, passível de execução tanto por professores experientes como em início de carreira, em uma sala de aula ou explorando outros espaços. Nesse momento, convidamos você a conhecer as atividades realizadas e refletir como a investigação pode estar efetivamente presente nas salas de aula: Vamos investigar?" (Prof.ª Dra Taitiâny Kárita Bonzanini)


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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

2015 - Herron & Freeman - Evolutionary analysis 5ª Edição


"Evolutionary biology has changed dramatically during the 15 years we have worked on Evolutionary Analysis. As one measure of this change, consider that when the first edition went to press, the genomes of just five cellular organisms had been sequenced: three bacteria, one archaean, and one eukaryote. As the fifth edition goes to press, Erica Bree Rosenblum and colleagues reported in the Proceedings of the National Academy of Sciences (110: 9385–9390) that they had sequenced the genomes of 29 strains of a single species, the chytrid fungus Batrachochytrium dendrobatidis. This work was part of an effort to unravel the evolutionary history of an emerging pathogen that has decimated amphibian populations around the world and driven some species to extinction. The avalanche of sequence data has allowed evolutionary biologists to answer long-standing questions with greatly increased depth and clarity. In Chapter 20, Human Evolution, for example, we discuss a recent analysis of differences among genomic regions in the evolutionary relationships among humans, chimpanzees, and gorillas. For some questions, the answers have changed completely. In the fourth edition we noted that available sequence data provided no support for the hypothesis that modern humans and Neandertals interbred. But in the fifth edition we describe genomic analyses suggesting that the two lineages interbred after all.

Evolutionary Analysis provides an entry to this dynamic field of study for undergraduates majoring in the life sciences. We assume that readers have completed much or all of their introductory coursework and are beginning to explore in more detail areas of biology relevant to their personal and professional lives. Therefore, throughout the book we attempt to show the relevance of evolution to all of biology and to real-world problems.

Since the first edition, our primary goal has been to encourage readers to think like scientists. We present evolutionary biology not as a collection of facts but as an ongoing research effort. When exploring an issue, we begin with questions. Why are untreated HIV infections typically fatal? Why do purebred Florida panthers show such poor health, and what can be done to save their dwindling population? Why do mutation rates decrease with genome size among some kinds of organisms, but increase with genome size among others? We use such questions to engage students’ curiosity and to motivate discussions of background information and theory. These discussions enable us to frame alternative hypotheses, consider how they can be tested, and make predictions. We then present and analyze data, consider its implications, and highlight new questions for future research. The analytical and technical skills readers learn from this approach are broadly applicable, and will stay with them long after the details of particular examples have faded."


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