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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

2016 - Fransozo & Negreiros-Fransoso (Eds.) - Zoologia dos Invertebrados 1ª Edição

 


"Escrita especialmente para graduandos na área das Ciências Biológicas e afins, esta obra busca descrever a diversidade dos animais invertebrados, salientando os pontos mais relevantes da biologia de cada grupo. Além de apresentar um panorama quanto à forma, à função e às adaptações que possibilitam a vida desses organismos nos ambientes em que vivem, Zoologia dos Invertebrados aponta, para a maioria dos grupos estudados, a perspectiva de relação de parentesco destes com outros organismos.

Apesar dos muitos recursos humanos nas universidades brasileiras – que contam com pesquisadores e professores especialistas nos grupos animais – e da diversidade de espécies de que o território nacional dispõe, nosso país ainda carece de bibliografias acadêmicas que tenham como principal objeto de estudo a fauna nativa. Levando­-se em consideração esse quadro, a organização desta obra visou suprir uma preocupante lacuna e oferecer ao leitor um material especialmente voltado para a análise dos organismos nativos, uma vez que a maioria dos livros aqui disponíveis são traduções de autores norte­americanos ou europeus, os quais têm como foco organismos originários desses continentes.

Zoologia dos Invertebrados não tem por objetivo substituir os excelentes livros­ textos traduzidos, mas, sim, complementar obras clássicas sobre o assunto, por meio de um conteúdo rico em exemplos típicos da fauna brasileira para cada grupo.

O trabalho de organização foi longo e árduo, devido ao grande número de autores de diversas partes do país e à necessidade de se abordarem as peculiaridades de cada grupo animal, sobretudo as classificações deles em uma época de constantes alterações no que diz respeito à biologia molecular. Por essa razão – e, também, por querermos respeitar a opinião de cada autor-­colaborador –, o leitor poderá deparar-se com classificações distintas.

Além dos temas pertinentes à área e aqui abordados, todos igualmente importantes, esta obra lança mão de um grande diferencial: a existência de capítulos pouco comuns em outros livros sobre Zoologia –a saber: 37, Sistemas de Manutenção de Organismos Aquáticos; 38, Toxinologia de Invertebrados Perigosos no Trabalho de Campo; 39, Introdução de Espécies Exóticas e suas Implicações; e 40, Ciência e História |Reminiscências da Pesquisa e do Ensino dos Invertebrados no Brasil –, os quais alertam os estudantes sobre tais aspectos e estimulam a investigação zoológica nessas áreas.

A editora não poupou esforços para adaptar em uma mesma publicação todos os manuscritos, com diferentes estilos, nem para contatar vários autores ao longo de mais de três anos de preparação e padronizar desenhos e figuras publicados na obra.

Agradecemos a todos os autores­-colaboradores a disponibilidade, a atenção, o cuidado e a competência em elaborar cada um dos 40 capítulos e as respectivas seções. Somos especialmente gratos àqueles que, embora não fossem especialistas no grupo, empenharam-­se em estudar profundamente o assunto e elaborar os capítulos sob sua responsabilidade." (Adilson Fransozo & Maria Lucia Negreiros-­Fransozo)


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

2005 - Ruppert, Fox & Barnes - Zoologia dos Invertebrados, Uma abordagem Funcional-evolutiva 7ª Edição



"Esta exploração clássica da forma e função dos invertebrados aborda tanto a enorme diversidade como também as características estruturais geralmente sutis que os unem . Esta Sétima Edição extensamente revisada utiliza uma abordagem funcional-evolutiva única que identifica a evolução de cada novo nível de complexidade e discute os novos atributos funcionais de cada nível. Altamente recomendado devido a sua base de pesquisa extensa e acurada Zoologia dos Invertebrados: Uma Abordagem Funcional-evolutiva é organizado por taxonomia (táxons) enfatizando a fisiologia e a morfologia adaptativas ao mesmo tempo em que descreve com detalhes as características anatômicas e os padrões básicos de desenvolvimento. Esta tão esperada revisão de Edward E. Ruppert e Robert D. Barnes inclui um novo co-autor Richard S. Fox que acrescenta sua experiência em sistemática e em ecologia a esta Sétima Edição. A Sétima Edição completamente reescrita e reorganizada inclui: A mais moderna pesquisa evolutiva - incluindo as recentes mudanças na classificação dos principais táxons Terminologia padronizada e uniforme que minimiza a confusão causada por nomes diferentes para a mesma estrutura em diferentes animais Capítulos conceituais isolados - intercalados em pontos estratégicos do livro entre os capítulos agrupados­ taxonomicamente Um capítulo separado para cada principal táxon de animais Novas árvores evolutivas (cladogramas) - baseadas em morfologia e em evidências moleculares - claramente rotuladas e ilustradas para elucidar as relações evolutivas Novos conceitos e informações de campos emergentes assim como páginas da internet e citações no texto que relaciona este livro com as principais pesquisas atuais descritas on line..."


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sábado, 10 de abril de 2021

1991 - Miyamoto & Cracraft (Eds.) - Phylogenetic Analysis of DNA Sequences

 


"The  comparative analysis of DNA  sequences is becoming increasingly important  in systematic and  evolutionary biology and will continue to  do so as faster and more efficient methods for collecting these data are developed. Large  amounts  of comparative  sequence  data  will  be  required  to answer most  molecular  systematic  questions,  but  this  labor-intensive  effort  will only  be  the  first  of several  problems  faced  by the  systematist. Although the  use  of  DNA  sequences  in  systematics is still  in its  infancy,  already a healthy mixture of opinion exists about  the most appropriate  methods for reconstructing phylogenetic history from  nucleotide data. Moreover,  some question  whether DNA  sequences  will prove to be more informative in all cases when compared  to more traditional data-bases. Thus, in using DNA sequences  comparatively,  the  biologist  is confronted  by  staggering complexities  that  are  often  not  appreciated  even by the  expert  systematist or molecular  evolutionist.

This volume  has  assembled  an  internationally recognized  group  of investigators  representing  different  theoretical viewpoints and disciplines to address critically a diversity of questions about DNA systematics. The book begins  with  an  introduction  by  Miyamoto  and  Cracraft,  followed  by  14 additional  chapters  emphasizing  data  acquisition, sequence  analysis, and the broader systematic importance of nucleotide information. Contributors on  data  acquisition  have  focused  on  improved  techniques  for  obtaining comparative  sequence  information by manual (Slightom et al.) and automated  (Ferl et al.) approaches.  With regard to data analysis, authors have concentrated on methodological problems dealing with sequence alignment (Waterman et al. and Mindell) and different  tree-building algorithms (Nei, Sidow and Wilson,  Fitch  and Ye,  and Penny et al.).  Finally, contributors have  focused  on  more  general  issues  having broad  implications  within systematics.  Specifically, their  chapters have concentrated  on the  evaluation  of  phylogenetic  reliability  and  information content  of  different  sequences  and  data  sets (Cracraft and Helm-Bychowski, Li and Gouy,  and Hillis),  on the relationship  between  molecular evolutionary bias and phylogeny  reconstruction  (Larson),  and  on  the  application of consensus and congruence  approaches  in systematics (Swofford  and  Wheeler).

This  book  has  its roots in the  symposium "Recent Advances in Phylogenetic  Studies  of  DNA  Sequences," which was part  of the  special centennial  celebration  of  the  American  Society  of  Zoologists,  held  in conjunction  with  the  Society  of  Systematic Zoology,  on  December  26-30, 1989 in Boston, Massachusetts.  Researchers  from  different  disciplines and approaches  presented  papers  at  the  symposium, but  rather  than  just describe  their  methods  or  dwell on particular  groups,  each  participant concentrated on the strengths, limitations, and assumptions of their  approaches relative  to  others.  The  diversity of topics  and  viewpoints represented  at the  symposium constituted its greatest  strength, and in turn, has now become  the  most  important  quality of this  book.

The  following  people  and  organizations  are  profoundly acknowledged for  their  assistance.  The  American  Society  of  Zoologists  and  Society of Systematic Zoology  contributed administrative and financial assistance for the symposium. J.S. Farris, J. Felsenstein, A.G. Kluge, T.D. Kocher, J.A. Lake, and A. Meyer presented papers at the symposium, but chose not to contribute chapters.  External reviews of the individual chapters were provided  by M.W. Allard,  J.M. Carpenter,  J.  Felsenstein,  D.H.A.  Fitch, W.M.  Fitch,  D.M. Hillis,  R.  Holmquist,  R.L. Honeycutt,  B.F.  Koop, W.-H.  Li, D.R. Maddison, D.P. Mindell, C.J. Nairn, J.L. Patton, D.R. Siemieniak, J.L. Slightom, D.L. Swofford,  B.S. Weir, W.C. Wheeler,  R. Wilson, C.-I. Wu,  and E.A. Zimmer.  W.F. Curtis of Oxford University Press  is recognized  for  his encouragement  and  for  his help  in seeing  this volume  through  the  initial  stages  of  production.  The  book's  index  was compiled by M.R. Tennant, and K. Lee, and G. Kiltie, and A. McClaughry helped with all aspects of the secretarial work. Both editors were  supported by  National  Science  Foundation  awards  during  the  organization  of  the symposium and completion  of the  book. Financial assistance was also provided  by our  respective  Departments  and  Universities. All  of these  individuals and institutions are  gratefully  thanked for their help  and  support.

Finally, Michele R.  Tennant  and Terry Root are especially thanked for their continuous love and  support."


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domingo, 31 de janeiro de 2021

2000 - Morrone - Sistemática, Biogeografia, Evolución - Los patrones de la biodiversidade en tiempo-espacio

 


"La evolución de los seres vivos, definida por Charles Darwin hace un siglo y medio como ‘descendencia con modificación’, es el principio unificador de la biología. Sin el concepto de evolución, zoólogos, botánicos, paleontólogos, embriólogos, ecólogos y genetistas trabajarían aisladamente. El conocimiento de la evolución como un hecho — y no simplemente como una teoría — ha sido fundamental en la historia de la biología, constituyendo una revolución científica que incluso se extendió hacia otros campos del saber humano, como la astronomía, la antropología, la historia, la sociología y la economía, pudiéndose llegar a afirmar que no existen disciplinas científicas, actitudes humanas ni poderes institucionales que no hayan sido afectados por las ideas que Darwin propuso en 1859 en El origen de las especies. En 1910, el filósofo John Dewey llegó a afirmar que Darwin transformó la lógica misma del pensamiento occidental, al cuestionar razonamientos teleológicos e introducir la noción de cambio evolutivo.

Los estudios evolutivos pueden organizarse en dos campos básicos. Por un lado, tenemos el estudio de los procesos que han conducido a la aparición de nuevas formas de vida, y por otro, el estudio de los patrones de la biodiversidad, es decir el resultado de la evolución. Genetistas, fisiólogos y ecólogos de poblaciones, entre otros, se dedican a estudiar los procesos evolutivos. Taxónomos, biogeógrafos, paleontólogos y embriólogos, entre otros, analizan los patrones de la biodiversidad.

A partir de la publicación del El origen de las especies, el estudio de los procesos evolutivos ha ocupado a un buen número de biólogos. El estudio de los patrones de la biodiversidad, sin embargo, habría de esperar un siglo más para comenzar a desarrollarse con mayor intensidad, a través de la sistemática filogenética, propuesta por el entomólogo alemán Willi Hennig en 1950, y la panbiogeografía, propuesta por el botánico italiano Léon Croizat en 1964.

Mi objetivo es presentar una breve introducción al estudio de los patrones de la biodiversidad, a través de las herramientas brindadas por la sistemática, la biogeografía y la evolución. Intento mostrar cómo el lenguaje común de la sistemática filogenética, la panbiogeografía y la biogeografía cladística es — parafraseando a Gregory Bateson (1980)— la «pauta que conecta» a estas disciplinas. La obra está dirigida básicamente a estudiantes de grado de las materias Sistemática, Biogeografía y Evolución.

Agradezco a Ana Barahona, Adrián Fortino, Isolda Luna, Layla Michán, Adolfo Navarro, Adrián Nieto y Edna Suárez por la lectura crítica del manuscrito y sus útiles sugerencias. Asimismo, agradezco a Adrián Fortino por el diseño gráfico del libro. La publicación de esta obra fue posible gracias al apoyo económico del proyecto PAPIME-MI208199 de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)." (Juan José Morrone Lupi)


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2020 - Perez-Miles (Ed.) - New World Tarantulas - Taxonomy, Biogeography and Evolutionary Biology of Theraphosidae

 


"Theraphosid tarantulas impressed naturalists since early times due to their large size, spectacular appearance, and extraordinary behaviors. However, the study of their taxonomy and especially their biology slowly increased until the second half of the twentieth century. The book of Baerg 1958 was one of the first contributions to the biology of North American theraphosids. Since the 1960s, starting with the papers  of Argentinean  arachnologists  Gerschman  de  Pikelin  and  Schiapelli,  the knowledge of the taxonomy of Neotropical tarantulas becomes more rigorous and some genera and subfamilies were seriously reviewed. The first cladistic analysis of Mygalomorphae done by Raven 1985 was a landmark in the taxonomy of the group and stimulated several colleagues to study the phylogeny of several mygalomorph families including Theraphosidae.

During the last few decades, many researchers interested in Theraphosidae from all over the world made relevant contributions in the study of tarantulas, mainly in taxonomical and phylogenetic aspects but also in biological aspects. The development of tarantula hobby also contributed to informal but valuable observations on breeding and other aspects of biology.

I prefer to use the name tarantula for the theraphosid spiders although it was originally used for lycosids because tarantula was widely extended in scientific and popular language for Theraphosidae, and I think the language is alive and dynamic.

I have been working on the taxonomy and biology of tarantulas for more than 40 years. This experience gave me the opportunity and privilege to know most specialists in the world, and I invited most of them to participate in this book. I trust their expertise and knowledge shared in this book could constitute a good motivation for students and researchers to continue developing studies in this fascinating group." (Fernando Perez-Milez)


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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

2011 - Wiley & Lieberman - Phylogenetics: Theory and practice of phylogenetic systematics - 2ª Ed.





"It has been over 25 years since the first edition of Phylogenetics. During that time, phylogenetic systematics has taken its place as the dominant paradigm of systematic biology and fundamentally influenced how scientists study evolution. Moreover, during the intervening years since that first edition, there have been many theoretical and technical advances and the field of phylogenetics has continued to grow. The great philosopher Marcus Aurelius ’s recognition that “ time is a sort of river of passing events, and strong is its current ” is doubly true in this area of scientific research. For instance, there are now new approaches to reconstructing the pattern of evolution designed to take character conflict and the uncertainty of phylogenetic estimates into account. The fallout from the molecular systematics revolution is a prominent part of this. Phylogeneticists have also moved beyond solely employing Hennig ’ s argumentation schemes and now use more formal parsimony analysis or parametric methods such as likelihood and Bayesian inference in an attempt to reconstruct evolutionary relationships among organisms and find a fi t between Earth history and descent with modification. We have tried to capture the essence of the evolving discipline that is phylogenetics in this new edition. If current trajectories imply anything, they suggest that the next 25 years of phylogenetic research will continue to prove exciting, with many fascinating theoretical and technical developments yet to come. 

We also recognize that this disciplinary growth has not been without acrimony, and there have at times been battles waged between those advocates of parsimony analysis and those who argue for more statistical approaches to estimating phylogenies. We present the view here, however, that there is room for all of these approaches within the phylogenetic community. The principles used in these different approaches are closely similar. Relationship still means genealogical relationship, synapomorphy is still the mark of common ancestry, and monophyletic groups are the only natural groups regardless of whether one uses a parsimony algorithm or a likelihood algorithm to analyze one ’ s data. That make us all phylogeneticists, and if you wish to use a label, it make us all Hennigians. 

We have written this book for the practicing systematist and phylogeneticist. Our focus is on both philosophical and technical issues, and the philosophical issues discussed are those that we believe all working systematists need to address; these involve issues of the nature of species, the nature of characters, the nature of names, and the nature of biogeographic areas. While we cover what we think are the basics of parsimony, likelihood, and Bayesian analyses, we do not pretend that our coverage is more than basic. There are other texts, some highly mathematical, others less so, that cover these topics in more depth. We have tried to broadly cite this literature, at least up through 2009, but the field of parametric phylogenetics continues to advance faster than any one book can hope to capture without being out of date before publication. However, we hope that working systematists will be able to understand the basics we present and use these as an entré to a rapidly evolving discipline. 

Over the long course of producing this second edition of Phylogenetics, we have greatly benefited from the comments of many colleagues. First and foremost are Mark Holder (University of Kansas) and Peter Midford (now at NEScent) who reviewed, page - by - page, most of the chapters dealing with taxa, characters, and methods of analysis. Mark Holder paid special attention to our chapter on parametric phylogenetics, patiently guiding us through much of the technical literature and attempting to keep us out of trouble in an area where we have no special expertise. We also gratefully acknowledge Mark Holder for his contributions in the area of biogeography. In particular, he helped figure out exactly how Modified Brooks Parsimony could be placed in a formal, algorithmic framework. We are very grateful for all of his insights and help. We also thank Norman MacLeod (Natural History Museum, London) for his insightful comments and suggested revisions on the subject of morphometric analysis. In addition, Francine Abe and Matthew Davis (University of Kansas) helped us understand morphometrics well enough to get a draft of this section to Norman. We thank John Wiens for his insights on missing data. We thank Dr. Randy J. Read for permission to use and adapt his examples illustrating maximum likelihood and Bayesian inference from WWW material that formed part of a course he taught at the University of Cambridge 1999 – 2000. Special thanks go to two philosophers of science for taking the time to consider philosophical issues with one of us (EOW). David Hull (Northwestern University) has always been willing to discuss issues of individuality and species. Elliott Sober (University of Wisconsin) kindly reviewed an earlier draft of the section on philosophy. We are also grateful to the folks at Wiley - Blackwell, especially our editor Karen Chambers, for helping to bring this project to fruition." (Wiley & Lieberman)


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020 - Osvald et al. (Eds.) - Principios de sistematica zoológica

 


"Para grande parte do público, não formalmente introduzido às Ciências Biológicas, a Zoologia remete à conservação da fauna ou o estudo sobre comportamento, especialmente de grandes vertebrados. No entanto, esse ramo da Biologia é muito mais complexo e diverso. Zoólogos estudam a conservação da fauna e o seu comportamento, tanto de vertebrados quanto de invertebrados, mas também a interação destes com outros seres vivos e o ambiente, bem como a sua evolução. Além disso, para uma análise holística, as pesquisas em Zoologia englobam aspectos que esbarram em outras disciplinas, como a Morfologia, Genética, Fisiologia, Embriologia, entre outras. A base de todos esses fascinantes ramos do conhecimento ligados ao estudo da fauna é a sistemática zoológica, que se ocupa em reconhecer e classificar as espécies animais, estimar as suas relações de parentesco e sua evolução no tempo e no espaço. Dessa forma, um conhecimento básico de sistemática é primordial para todos que se interessam por Zoologia.

A sistemática é um campo do conhecimento que não é amplamente abordado nos ciclos básicos da educação, e muitos cursos de graduação em Ciências Biológicas não possuem uma disciplina exclusivamente voltada para o tema. A ausência dessa disciplina tão importante gera uma grande lacuna na compreensão da Zoologia, já que apesar de ser um campo básico do conhecimento zoológico, a sistemática possui um extenso jargão técnico e utiliza de metodologias que necessitam de um amplo conhecimento de outras áreas, como por exemplo, bioquímica, estatística e bioinformática.

Para diminuir essa lacuna, algumas instituições de ensino passaram a oferecer cursos concentrados de treinamento e atualização na área, voltados especialmente para graduandos ou recém-formados do curso de Ciências Biológicas e áreas correlatas. Nesse contexto, o programa de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (PGZoo UFMG) tomou a iniciativa de realizar o Curso de Verão em Sistemática Zoológica (CVSZ), que teve sua primeira edição em janeiro de 2018. Embora a ideia da criação do curso tenha partido dos docentes do programa, o planejamento e execução foram conduzidos pelos discentes. Desta forma, ainda que o objetivo primário do CVSZ fosse introduzir as ferramentas da pesquisa em sistemática zoológica aos interessados pela área, diversos outros benefícios vieram desta iniciativa: podemos salientar o importante envolvimento dos pós-graduandos na prática da docência, a experiência de organizar um evento de extensão, e o contato com estudantes de diferentes estados do Brasil. Com o sucesso do primeiro evento, a segunda edição do CVSZ foi realizada no início de 2020.

O escopo dessa experiência aumenta agora, com a edição deste guia, Princípios de Sistemática Zoológica. Os capítulos compilados aqui foram pensados para servir como material de apoio para o I CVSZ. Eles foram escritos pelos pós-graduandos e residentes de pós-doutorado do nosso programa, que trabalham na área de sistemática zoológica e que ministraram as aulas na primeira edição do curso. O resultado final mostrou um potencial maior, com textos ricamente ilustrados que servem tanto para uma introdução teórica, quanto para guiar nos primeiros passos nas análises utilizadas nos estudos de sistemática. Por essa razão, a organização do CVSZ tomou mais essa iniciativa, de democratização do conhecimento, tornando público o conteúdo do curso reunido nesta publicação. Os nove capítulos incluem temas básicos, começando com métodos para a coleta de material zoológico e coleções biológicas, passando pela taxonomia, classificação, nomenclatura, chaves de identificação interativas, evolução e processos biológicos. São também abordados métodos mais específicos da área, como análise filogenética com dados morfológicos e moleculares e métodos filogenéticos comparativos. Em cada capítulo, há uma bibliografia recomendada, permitindo ao leitor aprofundar-se no tema sem perder-se na imensidão da literatura disponível.

O CVSZ e a publicação desse volume, juntamente com a organização bianual do Simpósio em Zoologia Sistemática pela PGZoo UFMG têm ajudado a consolidar o nosso programa como um importante centro de ensino e pesquisa em sistemática zoológica no país. Apesar da PGZoo UFMG ser um programa novo, com o início de sua história em 2011, essas iniciativas são demonstrações da sua capacidade de atração de estudantes interessados em sistemática e da qualidade do sistema de pós-graduação pública e da ciência produzida no Brasil. A proposta da PGZoo UFMG é oferecer este curso periodicamente e esperamos que essa publicação contribua na compreensão dos vários aspectos da sistemática zoológica, auxiliando na formação de futuros zoólogos." (Kirstern Lica Follmann Haseyama e Gisele Yukimi Kawauchi)


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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

2018 - Brusca, Moore & Shuster - Invertebrados, 3ª Ed.

 


"Nesta edição de Invertebrados, Wendy Moore e Stephen M. Shuster participaram como co-autores. Além disso, outros 22 colaboradores generosamente aceitaram revisar capítulos ou seções de capítulos, além de diversos revisores científicos terem realizado uma leitura crítica de vários capítulos do livro. Provavelmente não seria possível que a terceira edição de Invertebrados tivesse tantas profundidade e acurácia sem o auxílio desses ótimos profissionais e especialistas, aos quais somos profundamente gratos.

Houve uma explosão de informações desde a segunda edição deste livro, em especial nos campos da biologia molecular e da filogenética. Quando a segunda edição de Invertebrados estava sendo produzida, começava a se estruturar uma nova filogenia dos metazoários na literatura científica, ainda que, naquela época, fosse baseada quase completamente em árvores de genes ribossômicos e houvesse considerável discordância. Na década entre uma edição e a outra, essa nova filogenética foi aprimorada – embora muitos detalhes ainda necessitem ser mais bem-trabalhados. Como mudanças mais importantes, Protostomia e Deuterostomia foram redefinidos, e o antigo grupo Articulata (baseado em uma relação hipotética de que Annelida e Panarthropoda seriam grupos-irmãos) foi desarticulado, sendo os anelídeos atualmente agrupados em Spiralia, enquanto os artrópodes se encontram em Ecdysozoa. Os filos Echiura e Sipuncula foram subordinados a Annelida, e os filos diploblásticos basais, colocados próximo à base da árvore de Metazoa, o que pode continuar sendo feito após a impressão desta edição. Imaginamos que, na próxima edição de Invertebrados, as posições filogenéticas de todos os filos metazoários (ou pelos menos da maioria) terão sido estabelecidas – um grande objetivo, há muito buscado pelos zoologistas.

Assim como na segunda edição, os termos novos importantes aparecem em negrito ao ser definidos (e são listados no Índice Alfabético). Nomes específicos de genes, assim como os nomes das espécies, estão em itálico (embora os nomes das classes de genes, como Hox e ParaHox, não). Novamente incluímos os protistas neste livro, uma vez que professores que lecionam zoologia dos invertebrados em geral tratam do “reino Protista” e o requisitaram. Nossos conhecimentos sobre biologia e filogenia protista foram tão ampliados desde a segunda edição que as novas informações, ainda que rapidamente apresentadas, são substanciais.

Grande parte da arte do livro foi atualizada para esta edição. Entretanto, mantivemos ilustrações que serão úteis para os estudantes em laboratório, inclusive na dissecação de animais. Também continuamos a oferecer classificações e sinopses taxonômicas detalhadas de cada filo. Não esperamos que sejam lidas da mesma maneira que o será o restante do capítulo, mas que sejam utilizadas como referência na procura de termos taxonômicos, na compreensão de características que diferenciem os grupos ou para adquirir um sentido geral do escopo dos táxons mais superiores de um filo.

Dizer que este livro foi “feito com amor” seria pouco. Sem uma profunda paixão pelos invertebrados, da parte de todos os colaboradores, esta obra não teria sido possível. Esperamos que este livro suscite em seus leitores paixão e entusiasmo por aqueles 96% do reino Animal que foram tão bem-sucedidos em florescer sem colunas vertebrais." (Richard C. Brusca)


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sábado, 15 de outubro de 2011

1966 - Hennig - Phylogenetic Systematics


Phylogenetic Systematics, livro publicado em inglês em 1966 (anos antes foi lançada uma edição em alemão, mas que teve pouca repercussão no meio acadêmico) é considerado por muitos um marco na história das Biologia. O autor, o alemão Wili Hennig, defendia a primazia do sistema filogenético como o sistema de referência geral para a biologia, o que na época gerou amplos debates em várias revistas sem esse livro provavelmente a biologia evolutiva teria atrasado algumas décadas. Apreciem com moderação.