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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

1961 - Simpson - Principles of Animal Taxonomy



"There are authorities who maintain that one should not think much about taxonomy but just do it. I have been doing it for many years, but like the would-be philosopher who was thwarted by having cheerfulness break in, I have found thought breaking in. In 1941-42 (published in 1945) I put down some of those thoughts in connection with my broadest taxonomic effort, a classification of the Mammalia. That essay was intended to explain and justify the bases of that particular classification, but it also seemed to have some wider interest for taxonomists. Ever since then the divorcing of the essay from the classification of mammals and its separate issue in revised form have been one of those projects to be performed “when I have time.” -

One of the advantages of lecture series—their greatest advantage, I believe—is that they may force the lecturer to take the time to organize his thoughts and to write them down. The flattering invitation to join the roster of jesup Lecturers at Columbia University was accepted, somewhat rashly, in large part because it was a means of forcing myself to take the time for the long-deferred project on the principles of taxonomy. Of course this turned out to involve much more than just dusting off the old essay, revising and expanding it. Indeed the present book, based on the jesup Lectures for 1960, has little to do with the earlier essay aside from the facts that both are on the same subject and that I still agree with much, by no means with all, that I thought fifteen to twenty years ago.

Here I have tried something much more ambitious than in the earlier essay. As far as is permitted by ability and scope, I have here tried to examine the deepest foundations of taxonomy and to build up from those foundations the structures of zoological classification. Further characterization of the subject matter is made at the beginning of Chapter 1, where it is more likely to be read, and the book before you demonstrates for itself what has been made of the subject. I might here add that, although the treatment is not intended to be elementary, I have inserted much that professional taxonomists already know and may, for their purposes, find superfluous. (Various of those passages were omitted from the lectures.) That material is included with the hope that students may here acquire some of the rudiments while also, and perhaps with greater difficulty, learning to think about taxonomy and not just to do it.

Dr. Anne Roe has read the entire manuscript and has helped me to limit, if not altogether to eliminate, failures of communication. She deserves more than the routine acknowledgment often given to wives. Miss Holly Osler has gone beyond the strict call of duty in converting my handwriting into legible manuscript and in assisting with details of bibliography and index. At Columbia University Press, Raymond I. Dixon has edited the manuscript and Miss Nancy Dixon has designed the book. Mrs. Nancy Gahan has converted my roughs into finished illustrations.

I am grateful, perhaps most of all, to the late Alexander Agassiz and to Harvard University. By a conjunction foreseen by neither one, they have given me the freedom to pursue these thoughts to this point." (George Gaylord Simpson)


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020 - Osvald et al. (Eds.) - Principios de sistematica zoológica

 


"Para grande parte do público, não formalmente introduzido às Ciências Biológicas, a Zoologia remete à conservação da fauna ou o estudo sobre comportamento, especialmente de grandes vertebrados. No entanto, esse ramo da Biologia é muito mais complexo e diverso. Zoólogos estudam a conservação da fauna e o seu comportamento, tanto de vertebrados quanto de invertebrados, mas também a interação destes com outros seres vivos e o ambiente, bem como a sua evolução. Além disso, para uma análise holística, as pesquisas em Zoologia englobam aspectos que esbarram em outras disciplinas, como a Morfologia, Genética, Fisiologia, Embriologia, entre outras. A base de todos esses fascinantes ramos do conhecimento ligados ao estudo da fauna é a sistemática zoológica, que se ocupa em reconhecer e classificar as espécies animais, estimar as suas relações de parentesco e sua evolução no tempo e no espaço. Dessa forma, um conhecimento básico de sistemática é primordial para todos que se interessam por Zoologia.

A sistemática é um campo do conhecimento que não é amplamente abordado nos ciclos básicos da educação, e muitos cursos de graduação em Ciências Biológicas não possuem uma disciplina exclusivamente voltada para o tema. A ausência dessa disciplina tão importante gera uma grande lacuna na compreensão da Zoologia, já que apesar de ser um campo básico do conhecimento zoológico, a sistemática possui um extenso jargão técnico e utiliza de metodologias que necessitam de um amplo conhecimento de outras áreas, como por exemplo, bioquímica, estatística e bioinformática.

Para diminuir essa lacuna, algumas instituições de ensino passaram a oferecer cursos concentrados de treinamento e atualização na área, voltados especialmente para graduandos ou recém-formados do curso de Ciências Biológicas e áreas correlatas. Nesse contexto, o programa de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (PGZoo UFMG) tomou a iniciativa de realizar o Curso de Verão em Sistemática Zoológica (CVSZ), que teve sua primeira edição em janeiro de 2018. Embora a ideia da criação do curso tenha partido dos docentes do programa, o planejamento e execução foram conduzidos pelos discentes. Desta forma, ainda que o objetivo primário do CVSZ fosse introduzir as ferramentas da pesquisa em sistemática zoológica aos interessados pela área, diversos outros benefícios vieram desta iniciativa: podemos salientar o importante envolvimento dos pós-graduandos na prática da docência, a experiência de organizar um evento de extensão, e o contato com estudantes de diferentes estados do Brasil. Com o sucesso do primeiro evento, a segunda edição do CVSZ foi realizada no início de 2020.

O escopo dessa experiência aumenta agora, com a edição deste guia, Princípios de Sistemática Zoológica. Os capítulos compilados aqui foram pensados para servir como material de apoio para o I CVSZ. Eles foram escritos pelos pós-graduandos e residentes de pós-doutorado do nosso programa, que trabalham na área de sistemática zoológica e que ministraram as aulas na primeira edição do curso. O resultado final mostrou um potencial maior, com textos ricamente ilustrados que servem tanto para uma introdução teórica, quanto para guiar nos primeiros passos nas análises utilizadas nos estudos de sistemática. Por essa razão, a organização do CVSZ tomou mais essa iniciativa, de democratização do conhecimento, tornando público o conteúdo do curso reunido nesta publicação. Os nove capítulos incluem temas básicos, começando com métodos para a coleta de material zoológico e coleções biológicas, passando pela taxonomia, classificação, nomenclatura, chaves de identificação interativas, evolução e processos biológicos. São também abordados métodos mais específicos da área, como análise filogenética com dados morfológicos e moleculares e métodos filogenéticos comparativos. Em cada capítulo, há uma bibliografia recomendada, permitindo ao leitor aprofundar-se no tema sem perder-se na imensidão da literatura disponível.

O CVSZ e a publicação desse volume, juntamente com a organização bianual do Simpósio em Zoologia Sistemática pela PGZoo UFMG têm ajudado a consolidar o nosso programa como um importante centro de ensino e pesquisa em sistemática zoológica no país. Apesar da PGZoo UFMG ser um programa novo, com o início de sua história em 2011, essas iniciativas são demonstrações da sua capacidade de atração de estudantes interessados em sistemática e da qualidade do sistema de pós-graduação pública e da ciência produzida no Brasil. A proposta da PGZoo UFMG é oferecer este curso periodicamente e esperamos que essa publicação contribua na compreensão dos vários aspectos da sistemática zoológica, auxiliando na formação de futuros zoólogos." (Kirstern Lica Follmann Haseyama e Gisele Yukimi Kawauchi)


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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

2020 - Platnick - Spiders of the World: A Natural History

 



"Spiders are among the dominant predators in almost all terrestrial ecosystems, and play a major role in controlling insect populations: the global spider population has been estimated to consume between 400 million and 800 million tons of prey annually. Found on all continents except Antarctica, spiders live in incredibly diverse habitats, from deep in caves to an altitude of almost 22,000 feet (6,700 m) on Mt. Everest (where they survive on prey blown up from lower elevations), and from deserts as hot as Death Valley to tundra in the coldest parts of Siberia. They can even “balloon” into the air, emitting a strand of silk that gets caught by the wind; ballooning spiders have been found alighting on ships more than a thousand miles from the nearest land, and floating at 16,000 feet (4, 900 m)  in the air. The many different kinds of  silk threads they spin can have a tensile strength greater than steel. Researchers are seeking ways to manufacture textiles that are similarly strong and lightweight for use in products ranging from parachutes to bulletproof vests. Spider venoms are also diverse. They can inhibit the transfer of nerve impulses across synapses, and so they are being studied as possible treatments for diseases such as epilepsy. This book explores the diversity and natural history of these fascinating creatures."


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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

2018 - Brusca, Moore & Shuster - Invertebrados, 3ª Ed.

 


"Nesta edição de Invertebrados, Wendy Moore e Stephen M. Shuster participaram como co-autores. Além disso, outros 22 colaboradores generosamente aceitaram revisar capítulos ou seções de capítulos, além de diversos revisores científicos terem realizado uma leitura crítica de vários capítulos do livro. Provavelmente não seria possível que a terceira edição de Invertebrados tivesse tantas profundidade e acurácia sem o auxílio desses ótimos profissionais e especialistas, aos quais somos profundamente gratos.

Houve uma explosão de informações desde a segunda edição deste livro, em especial nos campos da biologia molecular e da filogenética. Quando a segunda edição de Invertebrados estava sendo produzida, começava a se estruturar uma nova filogenia dos metazoários na literatura científica, ainda que, naquela época, fosse baseada quase completamente em árvores de genes ribossômicos e houvesse considerável discordância. Na década entre uma edição e a outra, essa nova filogenética foi aprimorada – embora muitos detalhes ainda necessitem ser mais bem-trabalhados. Como mudanças mais importantes, Protostomia e Deuterostomia foram redefinidos, e o antigo grupo Articulata (baseado em uma relação hipotética de que Annelida e Panarthropoda seriam grupos-irmãos) foi desarticulado, sendo os anelídeos atualmente agrupados em Spiralia, enquanto os artrópodes se encontram em Ecdysozoa. Os filos Echiura e Sipuncula foram subordinados a Annelida, e os filos diploblásticos basais, colocados próximo à base da árvore de Metazoa, o que pode continuar sendo feito após a impressão desta edição. Imaginamos que, na próxima edição de Invertebrados, as posições filogenéticas de todos os filos metazoários (ou pelos menos da maioria) terão sido estabelecidas – um grande objetivo, há muito buscado pelos zoologistas.

Assim como na segunda edição, os termos novos importantes aparecem em negrito ao ser definidos (e são listados no Índice Alfabético). Nomes específicos de genes, assim como os nomes das espécies, estão em itálico (embora os nomes das classes de genes, como Hox e ParaHox, não). Novamente incluímos os protistas neste livro, uma vez que professores que lecionam zoologia dos invertebrados em geral tratam do “reino Protista” e o requisitaram. Nossos conhecimentos sobre biologia e filogenia protista foram tão ampliados desde a segunda edição que as novas informações, ainda que rapidamente apresentadas, são substanciais.

Grande parte da arte do livro foi atualizada para esta edição. Entretanto, mantivemos ilustrações que serão úteis para os estudantes em laboratório, inclusive na dissecação de animais. Também continuamos a oferecer classificações e sinopses taxonômicas detalhadas de cada filo. Não esperamos que sejam lidas da mesma maneira que o será o restante do capítulo, mas que sejam utilizadas como referência na procura de termos taxonômicos, na compreensão de características que diferenciem os grupos ou para adquirir um sentido geral do escopo dos táxons mais superiores de um filo.

Dizer que este livro foi “feito com amor” seria pouco. Sem uma profunda paixão pelos invertebrados, da parte de todos os colaboradores, esta obra não teria sido possível. Esperamos que este livro suscite em seus leitores paixão e entusiasmo por aqueles 96% do reino Animal que foram tão bem-sucedidos em florescer sem colunas vertebrais." (Richard C. Brusca)


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sábado, 15 de outubro de 2011

1966 - Hennig - Phylogenetic Systematics


Phylogenetic Systematics, livro publicado em inglês em 1966 (anos antes foi lançada uma edição em alemão, mas que teve pouca repercussão no meio acadêmico) é considerado por muitos um marco na história das Biologia. O autor, o alemão Wili Hennig, defendia a primazia do sistema filogenético como o sistema de referência geral para a biologia, o que na época gerou amplos debates em várias revistas sem esse livro provavelmente a biologia evolutiva teria atrasado algumas décadas. Apreciem com moderação.