quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020 - Osvald et al. (Eds.) - Principios de sistematica zoológica

 


"Para grande parte do público, não formalmente introduzido às Ciências Biológicas, a Zoologia remete à conservação da fauna ou o estudo sobre comportamento, especialmente de grandes vertebrados. No entanto, esse ramo da Biologia é muito mais complexo e diverso. Zoólogos estudam a conservação da fauna e o seu comportamento, tanto de vertebrados quanto de invertebrados, mas também a interação destes com outros seres vivos e o ambiente, bem como a sua evolução. Além disso, para uma análise holística, as pesquisas em Zoologia englobam aspectos que esbarram em outras disciplinas, como a Morfologia, Genética, Fisiologia, Embriologia, entre outras. A base de todos esses fascinantes ramos do conhecimento ligados ao estudo da fauna é a sistemática zoológica, que se ocupa em reconhecer e classificar as espécies animais, estimar as suas relações de parentesco e sua evolução no tempo e no espaço. Dessa forma, um conhecimento básico de sistemática é primordial para todos que se interessam por Zoologia.

A sistemática é um campo do conhecimento que não é amplamente abordado nos ciclos básicos da educação, e muitos cursos de graduação em Ciências Biológicas não possuem uma disciplina exclusivamente voltada para o tema. A ausência dessa disciplina tão importante gera uma grande lacuna na compreensão da Zoologia, já que apesar de ser um campo básico do conhecimento zoológico, a sistemática possui um extenso jargão técnico e utiliza de metodologias que necessitam de um amplo conhecimento de outras áreas, como por exemplo, bioquímica, estatística e bioinformática.

Para diminuir essa lacuna, algumas instituições de ensino passaram a oferecer cursos concentrados de treinamento e atualização na área, voltados especialmente para graduandos ou recém-formados do curso de Ciências Biológicas e áreas correlatas. Nesse contexto, o programa de Pós-Graduação em Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (PGZoo UFMG) tomou a iniciativa de realizar o Curso de Verão em Sistemática Zoológica (CVSZ), que teve sua primeira edição em janeiro de 2018. Embora a ideia da criação do curso tenha partido dos docentes do programa, o planejamento e execução foram conduzidos pelos discentes. Desta forma, ainda que o objetivo primário do CVSZ fosse introduzir as ferramentas da pesquisa em sistemática zoológica aos interessados pela área, diversos outros benefícios vieram desta iniciativa: podemos salientar o importante envolvimento dos pós-graduandos na prática da docência, a experiência de organizar um evento de extensão, e o contato com estudantes de diferentes estados do Brasil. Com o sucesso do primeiro evento, a segunda edição do CVSZ foi realizada no início de 2020.

O escopo dessa experiência aumenta agora, com a edição deste guia, Princípios de Sistemática Zoológica. Os capítulos compilados aqui foram pensados para servir como material de apoio para o I CVSZ. Eles foram escritos pelos pós-graduandos e residentes de pós-doutorado do nosso programa, que trabalham na área de sistemática zoológica e que ministraram as aulas na primeira edição do curso. O resultado final mostrou um potencial maior, com textos ricamente ilustrados que servem tanto para uma introdução teórica, quanto para guiar nos primeiros passos nas análises utilizadas nos estudos de sistemática. Por essa razão, a organização do CVSZ tomou mais essa iniciativa, de democratização do conhecimento, tornando público o conteúdo do curso reunido nesta publicação. Os nove capítulos incluem temas básicos, começando com métodos para a coleta de material zoológico e coleções biológicas, passando pela taxonomia, classificação, nomenclatura, chaves de identificação interativas, evolução e processos biológicos. São também abordados métodos mais específicos da área, como análise filogenética com dados morfológicos e moleculares e métodos filogenéticos comparativos. Em cada capítulo, há uma bibliografia recomendada, permitindo ao leitor aprofundar-se no tema sem perder-se na imensidão da literatura disponível.

O CVSZ e a publicação desse volume, juntamente com a organização bianual do Simpósio em Zoologia Sistemática pela PGZoo UFMG têm ajudado a consolidar o nosso programa como um importante centro de ensino e pesquisa em sistemática zoológica no país. Apesar da PGZoo UFMG ser um programa novo, com o início de sua história em 2011, essas iniciativas são demonstrações da sua capacidade de atração de estudantes interessados em sistemática e da qualidade do sistema de pós-graduação pública e da ciência produzida no Brasil. A proposta da PGZoo UFMG é oferecer este curso periodicamente e esperamos que essa publicação contribua na compreensão dos vários aspectos da sistemática zoológica, auxiliando na formação de futuros zoólogos." (Kirstern Lica Follmann Haseyama e Gisele Yukimi Kawauchi)


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2017 - Mancina & Flores - Diversidad biológica de Cuba, métodos de inventário, monitoreo y coleciones biológicas

 


"Es frecuente en la actualidad encontrar libros que aborden temas biológicos, relacionados con la identificación y clasificación de grupos de seres vivos particulares, así como sobre las metodologías de trabajo especializado que se emplean para su estudio, en correspondencia con diferentes ópticas de investigación. Otros por el contrario se basan en el análisis conceptual de procesos biológicos generales que involucran a diferentes niveles de organización de los sistemas vivientes, sobre todo, relacionados con poblaciones y comunidades. No obstante, en la presente obra el lector encontrará a lo largo de sus 22 capítulos, un compendio de información actualizada, único de su tipo en Cuba, que abarca los grupos más conspicuos de nuestra biodiversidad. Este es el resultado del esfuerzo mancomunado de destacados especialistas de diversas instituciones nacionales, que bajo una óptica común han aunado esfuerzos para sistematizar sus conocimientos y organizarlos de manera uniforme, coherente y atractiva. 

La obra resultante será de gran utilidad tanto para estudiantes de las ramas biológicas y afines, como para especialistas y técnicos que encontrarán en este apretado volumen, respuestas a muchas interrogantes, antes de abordar investigaciones de campo con diferentes alcances, sobre la biodiversidad cubana. Resulta novedoso el nivel de organización logrado en todos sus capítulos, en los cuales se sintetizan, a lo largo de una línea preconcebida, los elementos esenciales a tener en cuenta por los estudiosos de la biología. Línea que parte de elementos generales del grupo bajo estudio y avanza con rigor a través de caracteres taxonómicos específicos, apoyados con esquemas y excelentes fotografías que permiten ganar en claridad sobre las diferencias entre las categorías taxonómicas bajo análisis. 

Destaca a continuación la incorporación de métodos para la evaluación poblacional, con una visión amplia y crítica que propone al lector tanto los más utilizados, como otros que según las necesidades de la investigación, se pueden usar para obtener resultados acorde con los objetivos trazados. Una óptica similar se sigue en relación con la recolecta y toma de muestras biológicas en el campo, tanto para el desarrollo de investigaciones como para el fomento de colecciones científicas en las instituciones autorizadas. Las claves presentes en muchos capítulos, así como la relación de especies registradas en nuestro territorio, en otros, son un aporte más al acervo cultural de todo aquel que atesora conocimientos sobre nuestra biodiversidad.

Se destaca al final de cada capítulo una amplia y actualizada bibliografía, que no sólo justifica los elementos ofrecidos al lector, sino también constituye una sugerencia para el estudio y profundización de los contenidos presentados y con ello un aporte a la superación y unificación de criterios entre los especialistas dedicados al estudio de cada uno de los grupos de la biodiversidad incorporados.

En general resulta loable el esfuerzo realizado por los editores para sintetizar y organizar en esta esmerada presentación tal cúmulo de información, que de seguro constituirá en lo adelante una base metodológica para la elaboración de protocolos de investigación encaminados a discernir sobre aspectos básicos relacionados con el estudio y conservación de nuestra biota." (Dr. C. Martín Acosta Cruz)


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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

2001 - Gibson et al. (Eds.) - Oceanography and Marine Biology - An Annual Review Volume 39



The thirty-ninth volume of this series contains eight reviews written by an international array of authors. As usual, the reviews range widely in subject and taxonomic and geographic coverage. The majority of articles were solicited but the editors always welcome suggestions from  potential  authors  for  topics  they  consider  could  form  the  basis  of  appropriate contributions. Because an annual publication schedule necessarily places constraints on the timetable for submission, evaluation and acceptance of manuscripts, potential contributors are advised to make contact at an early stage of preparation so that the delay between submission and publication is minimised. 

The editors again gratefully acknowledge the willingness and speed with which authors complied with the editors’ suggestions, requests and questions and the efficiency of the copy editor and publishers in ensuring the regular annual appearance of each volume. This year has seen a further change in the editorial team and it is a pleasure to welcome Dr R.J.A. Atkinson as a co-editor for the series.


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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

2015 - Corte-Real & Vieira - Princípios de Genética Forense

 


Este trabalho pretende constituir um contributo para a melhor compreensão da Genética Forense por parte de quem deseje iniciar-se ou aprofundar os seus conhecimentos nesta área. São abordados os principais conceitos com relevância para a Genética Forense, incluindo os aspectos relacionados com a Genética de Populações, bem como os cuidados a ter na colheita, acondicionamento e envio de amostras para identificação genética. 

São detalhadas as principais características das perícias realizadas  no âmbito das três áreas mais frequentemente solicitadas (investigação biológica de parentesco, criminalística biológica e identificação genética  de desconhecidos) e discutem-se os problemas éticos mais relevantes  no que diz respeito ao uso da genômica individual na investigação criminal. Conclui-se relatando-se todo o processo que levou à criação da  Base de Dados de Perfis de ADN em Portugal, descrevendo-se não apenas a situação atual mas também o conjunto de iniciativas que originaram a publicação da lei e os aspectos que suscitaram mais controvérsia.


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2015 - Darwin - Observações geológicas em Ilhas Vulcânicas

 


Título original (traduzido por Leandro V. Thomaz): Observações geológicas em Ilhas Vulcânicas, visitadas durante a viagem do H.M.S. Beagle, junto com breves notícias da geologia da Austrália e Cabo da Boa Esperança.

O livro Observações geológicas em ilhas vulcânicas, de Charles Darwin, revela-nos o lado geológico desse naturalista, uma faceta pouco conhecida de uma das mentes mais geniais da nossa história.

Em 1831, quando iniciou sua viagem no Beagle, Darwin saiu em busca de evidências de um grande dilúvio bíblico. No entanto, durante essa viagem, as observações geológicas fizeram com que ele compreendesse a Terra de uma forma mais complexa, sujeita a grandes modificações em sua superfície. Essa compreensão, associada à leitura de Principles of Geology, de Charles Lyell, implicou na incorporação do tempo geológico em seus pensamentos. Um planeta com um longo histórico de transformações foi um quesito essencial para a construção da teoria da “origem das espécies”, com a qual ficou mundialmente conhecido.

A geologia teve um papel muito importante por despertar em Darwin, pela primeira vez, a vontade de escrever um livro. Isso ocorreu em Santiago, no arquipélago do Cabo Verde, após Darwin compreender a evolução geológica dessa ilha, em especial sobre o vulcanismo que ocorrera após a subsidência em torno das crateras.

Publicado originalmente em 1844, oito anos após o seu regresso a Londres, este livro está recheado de observações geológicas das ilhas visitadas. Contém descrições detalhadas sobre a geomorfologia das ilhas e de suas variedades litológicas, faciológicas e texturais. As argumentações sobre a origem dos magmas, os processos de diferenciação das lavas, ambientes de vulcanismo, distribuição das ilhas oceânicas, além dos processos de soerguimento em massa e subsidência das ilhas oceânicas, colocam Darwin em uma posição de destaque na ascendência da geologia e, com este livro, particularmente nas áreas da petrologia ígnea e vulcanologia. Muitas dessas observações e interpretações só foram compreendidas e incorporadas no meio científico após mais de um século.

Darwin esteve no, atualmente brasileiro, Arquipélago de São Pedro São Paulo (St. Paul´s Rock), onde percebeu que esse pequeno afloramento de rochas, no meio do Oceano Atlântico, fugia dos padrões conhecidos. Até então as ilhas conhecidas, francamente oceânicas, eram constituídas por rochas vulcânicas e carbonáticas associadas e eram interpretadas como formadas inicialmente por erupções vulcânicas. De forma oposta ao senso comum, Darwin concluiu que esse arquipélago não possuía natureza vulcânica e que sua classificação era desconhecida. Somente com o conhecimento atual sobre tectônica de placas é que finalmente compreendemos essas rochas e sua origem não vulcânica preconizada. Nesse arquipélago, algo completamente anômalo aflora: uma lasca da litosfera oceânica contendo rochas mantélicas soerguidas a mais de 4.000 metros acima do leito marinho, em uma zona transformante.

Nesse exemplo é ressaltada a capacidade de Darwin de observação e descrição desvinculada de teorias preconcebidas. Em vez de interpretar essas rochas como variedades vulcânicas desconhecidas, Darwin deu um grande valor ao fato de elas serem infusíveis sob seu maçarico, ou seja, altamente refratárias, incompatíveis portanto com as rochas vulcânicas.

O pensamento científico de Darwin baseava-se em uma sequência de observação, comparação, formulação de hipóteses e validação. Essa metodologia científica enraizada era utilizada em todas as áreas das ciências naturais. A sua base consistia em adquirir o máximo de observações detalhadas possível, para em seguida compará-las e criar uma hipótese. Em um parágrafo é possível notar esse sequenciamento:

“O fato de as ilhas oceânicas serem geralmente vulcânicas é, também, interessante em relação à natureza das cadeias de montanhas sobre nossos continentes, os quais em comparação são raramente vulcânicos; e ainda somos levados a supor que onde nossos continentes agora permanecem um oceano uma vez se estendeu. Nós poderíamos perguntar: as erupções vulcânicas alcançaram a superfície mais facilmente através de fissuras, formadas durante os primeiros estágios de conversão do leito marinho em um pedaço de terra?”.

Nesse parágrafo percebe-se que Darwin, em sua volta ao mundo a bordo do Beagle, absorveu informações suficientes sobre a natureza predominantemente vulcânica das ilhas em comparação à natureza das cadeias de montanhas. Fica evidente também que, mesmo anteriormente ao conhecimento sobre a tectônica de placas, Darwin já admitia que os continentes poderiam se localizar (ou se formar) onde anteriormente existia um oceano. E, dessa forma, percebemos a sua visão de um planeta sujeito a modificações contínuas em sua superfície.

Essas modificações na superfície ficaram também evidenciadas por meio dos diferentes níveis de erosão que se encontram nessas ilhas. Darwin visitou ilhas vulcânicas ativas, como no Arquipélago de Galápagos, e ilhas com um nível de erosão maior, como Fernando de Noronha. Nas ilhas com maior nível de erosão Darwin identificou rochas “injetadas”, as quais ele associava com a “elevação de terra em massa”. Ele interpretava que esse material fundido poderia atingir ou não a superfície. Por conta dessa facilidade de as erupções vulcânicas alcançarem mais facilmente a superfície através do leito marinho, Darwin acreditava que uma das causas para o soerguimento dos continentes estaria relacionada à injeção de rochas fundidas abaixo das cadeias de montanhas que não atingissem a superfície. Interessante também é que essas interpretações ocorreram em uma época em que a teoria vigente, defendida por Abraham Werner, concebia que os granitos eram formados pela precipitação em um “oceano primordial”.

A concepção geológica de que as ilhas vulcânicas são formadas isoladamente dos continentes possibilitou a Darwin defender que os processos migratórios e de seleção natural seriam os responsáveis pelo pequeno número de espécies que habitam essas ilhas, e sua alta proporção de espécies endêmicas [4], da qual Galápagos é o principal exemplo. A inexistência de acessos terrestres, inclusive no passado geológico, é apontada como uma das responsáveis pela ausência de classes inteiras de animais. A grande maioria dessas ilhas vulcânicas não possuía mamíferos terrestres e batráquios (rã, sapos e salamandras) por não sobreviverem à migração marítima, embora esses ambientes sejam propícios a tais animais, contrariando portanto a teoria de criação independente.

A geologia teve um papel importante para as teorias de Darwin e de forma equivalente ele teve grande valor na origem da geologia como ciência. É fascinante que tantas áreas das ciências naturais tenham uma origem tão em comum, como as espécies que descendem de um mesmo ancestral. (Leadro V. Thomaz).


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2016 - Darwin - Fenômenos vulcânicos e a formação de Cadeias de Montanhas

 


Título original (traduzido): Sobre a conexão de certos fenômenos vulcânicos na América do Sul; e sobre a formação de cadeias de montanhas e vulcões, bem como o efeito desta mesma força pelo qual os continentes são elevados - Tradução de Leandro V. Thomaz

"O objetivo do presente memoiré descrever o principal fenômeno geralmente acompanhado de terremotos na costa oeste da América do Sul. E mais especificamente àquele que atingiu a cidade de Concepción na manhã de 20 de fevereiro de 1835. Esse fenômeno evidência, de uma maneira espetacular, a intima conexão entre as forças vulcânicas e de soerguimento. E será tentador deduzir a partir desta conexão, certas inferências em relação à lenta formação das cadeias de montanhas."


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sábado, 7 de novembro de 2020

2008 - Farias - Introdução à química forense 2ª Ed.

 



"É com grande satisfação que trazemos a público essa segunda edição, revista e ampliada, de Introdução à Química Forense. A muito boa acolhida dada à primeira edição, tanto por professores quanto por alunos de graduação, e pelo público em geral, nos mostrou que acertamos em nossa avaliação de que uma obra do gênero estava faltando na literatura nacional. 

Nos congressos e demais eventos dos quais participamos desde o lançamento do livro em 2007, pudemos constatar que, principalmente junto ao público mais jovem, em busca ainda de uma definição no tocante aos rumos profissionais, esse pequeno livro tenha, possivelmente, despertado vocações. 

A chamada ciência forense, na qual a química forense desempenha um papel de especial destaque, continua em franca expansão, com o desenvolvimento e/ou adaptação de técnicas e metodologias para aplicação em análises de interesse forense. Nesse sentido, tanto nos laboratórios forenses quanto nas  Universidades, há ainda muito a ser feito no tocante à pesquisa em química forense. Nesse contexto, apresentamos, na presente edição, alguns dos resultados de pesquisa na análise forense de pêlos e combustíveis (diesel e biodiesel) por termogravimetria. 

A apresentação de métodos químicos clássicos de análise foi mantida e mesma ampliada na presente edição, em função dos seguintes motivos: (a) do ponto de vista da formação do aluno de graduação, ou mesmo de pós-graduação, esses métodos têm muito a contribuir, tanto por mostrarem o quanto há de química nos compostos de interesse forense, quanto por seu custo mais baixo e disponibilidade, (b) do ponto de vista da utilização pelo profissional muitos desses métodos têm ainda um importante; papel a desempenhar, seja nas análises preliminares quantitativas feitas em campo, ou em laboratório, antes que metodologias mais sofisticadas e dispendiosas venham a ser empregadas, ou ainda como substitutivos dos métodos instrumentais, nos locais onde eles ainda não estejam disponíveis. É compreensível a fascinação exercida pelos métodos instrumentais, em função de sua rapidez de análise etc., mas não devemos esquecer que, perceba-se ou não, em qualquer análise química uma etapa clássica está sempre envolvida (preparar e diluir soluções, por exemplo) de forma que o químico, em atividade de perito ou não, não pode perder o contato com suas "raízes", sob pena mesmo de perda de competência. 

Acreditamos que os acréscimos efetuados nesta segunda edição tenham deixado o livro mais completo em sua função de obra introdutória, tomando-o, ainda, mais aprofundado, aproximando-o, assim, do perfil de uma obra também útil para os graduandos e/ou profissionais da área." (Robson Fernandes de Farias)


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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

1967 - McArthur & Wilson - Island Biogeography



"This book had its origin when, about five years ago, an ecologist (MacArthur) and a taxonomist and zoogeographer (Wilson) began a dialogue about common interests in biogeography. The ideas and the language of the two specialties seemed initially so different as to cast doubt on the usefulness of the endeavor. But we had faith in the ultimate unity of population biology, and this book is the result. Now we both call ourselves biogeographers and are unable to see any real distinction between biogeography and ecology. 

A great deal of faith in the feasibility of a general theory is still required. We do not seriously believe that the particular formulations advanced in the chapters to follow will fit for very long the exacting results of future empirical investigation. We hope instead that they will contribute to the stimulation of new forms of theoretical and empirical studies, which will lead in turn to a stronger general theory and, as R. A. Fisher once put it, “a tradition of mathematical work devoted to biological problems, comparable to the researches upon which a mathematical physicist can draw in the resolution of special difficulties.” Already some strains have appeared in the structure. These have been discussed frankly, if not always satisfactorily, in the text.

We owe the strains, as well as many improvements, to colleagues who read the entire first draft. We are very grateful to John T. Bonner, William L. Brown, Jr., Walter Elsasser, Carl Gans, Henry Horn, Robert F. Inger, E. G. Leigh, Richard Levins, Daniel A. Livingstone, Monte Lloyd, Thomas Schoener, and Daniel Simberloff for this favor. We are also indebted to William H. Bossert, Philip J. Darlington, Bassett Maguire, Ernst Mayr, and Lawrence B. Slobodkin for critically reading selected portions of the manuscript; and to J. Bruce Falls, Kenneth Crowell, Bassett Maguire, Ruth Patrick, and Bernice G. Schubert for adding new materials. A preliminary draft of the book was used as a text in graduate seminars at Harvard University and Princeton University in the fall of 1966 and has thus benefited from a testing in the classroom.

The illustrations were prepared by John Kyrk. The typescript and much of the bibliography and index were prepared by Kathleen Horton with the assistance of Muriel Randall. Our personal research projects have been generously supported from the beginning by grants from the National Science Foundation and our respective home institutions."

Robert H. MacArthur and Edward O. Wilson, Dezembro de 1966.

 

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

2007 - Whittaker & Fernandez-Palacios - Island Biogeography: Ecology, Evolution, and Conservation 2ª Ed.

 


Island biogeography is an important subject for several reasons. First, it has been and remains a field which feeds ideas, theories, models, and tests of same into ecology, evolutionary biology, and biogeography. This is because islands provide natural scientists with model systems—replicated and simplified contexts—allowing us to isolate particular factors and processes and to explore their effects. Secondly, some of these theories have had great weight placed upon them in applications in nature conservation, as scientists and conservationists attempt to understand, predict and manage the biodiversity impacts of habitat loss and fragmentation. Thirdly, in our modern age of anthropogenic extinctions, islands qualify as ‘hotspots’: combining the attributes of high levels of unique biodiversity, of recent species extinctions, and of likely future species losses. The protection of the unique biological features of island ecosystems presents us with a considerable challenge, not only ecologically, but also because of the fragmented nature of the resource, scattered across all parts of the globe and all political systems, and generally below the horizons of even global media networks. It is our hope that this book will foster an increased interest in island ecology, evolution, and conservation and that it will be of value for students and researchers working in the fields of the life and environmental sciences.

This second edition is built upon the foundations of the first edition but has been substantially reorganized and updated to reflect what we consider the most important developments in island biogeography over the last decade. As will become evident to those who dip into this volume, we cover a great deal more than the biology of the systems. Indeed, we have expanded our coverage of the developmental history and environmental dynamics of islands in this second edition. Much fascinating new work has been published in this arena, and it is proving to be fundamental to improving our understanding of island evolution and ecology.

Another feature of this revision is the inclusion of a great deal of material on the island region of Macaronesia (the Happy Islands), and particularly of the Canaries. These islands are the Atlantic equivalent of Hawaii and the Galápagos, providing a rich mix of geological and evolutionary–ecological insights on the one hand and biodiversity conservation problems on the other. Much new and exciting work has been published on these islands since the first edition of this book was written, and we were keen to bring some of this work to the attention of a wider audience of students and scholars.

Island biogeography is a dynamic field. Whilst many ideas and themes have long pedigrees, new ideas, and insights continue to be generated, often building on long-running debates. We have attempted to reflect the diversity of viewpoints and interpretations within the field, although inevitably the selection of material reflects our own biases and interests.

There are many people we would like to thank, not least our students and the members of our research groups, with whom we have enjoyed illuminating discussions on many island themes. Ian Sherman, our editor at OUP, provided encouragement, help, and good advice at all stages of the project, and we thank him, Stefanie Gehrig, and their colleagues at the Press, for all their efforts. We thank the following colleagues for variously commenting on draft material, supplying answers to queries, and discussion of ideas: Gregory H. Adler, Rubén Barone, Paulo Borges, Pepe Carrillo, James H. Brown, Juan Domingo Delgado, Lawrence Heaney, Scott Henderson, Paco Hernán, Joaquín Hortal, Hugh Jenkyns, Richard Ladle, Mark Lomolino, Águedo Marrero, Aurelio Martín, Bob McDowall, Leopoldo Moro, Manuel Nogales, Pedro Oromí, Jonathan Price, Mike Rosenzweig, Dov Sax, Ángel Vera, and James Watson. All errors and omissions are of course our own to claim. Most of the figures were drawn by Ailsa Allen. Sue Stokes helped in compilation of material. We are grateful to those individuals and organizations who granted permission for the reproduction of copyright material: the derivation of which is indicated in the relevant figure and table legends, supported by the bibliography. Finally, we thank our families, Angela, Mark, and Claire and Neli, José Mari, and Quique, for all their support and tolerance during the preparation of this book. (Robert J.Whittaker and José Maria Fernández-Palacios)


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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

1997 - Daily et al. - Nature's Services: Societal Dependence On Natural Ecosystems

 


"The effort behind this book was initiated after dinner one night, under the Arizona desert sky, at an annual meeting of the Pew Fellows in Conservation and the Environment. A small group gathered informally to lament the near total lack of public appreciation of societal dependence upon natural ecosystems. This ignorance represents but one of a complex of interacting factors responsible for today’s array of anthropogenic disruptions of the biosphere. Yet it clearly represents a major hindrance to the formulation and implementation of policy designed to safeguard earth’s life-support systems. Moreover, lack of understanding of the character and value of natural ecosystems traces ultimately to a failure of the scientific community to generate, synthesize, and effectively convey the necessary information to the public.

A collective strategy to address this problem emerged from the group’s discussion, the first phase of which consisted of producing a rigorous, detailed synthesis of our current understanding of a suite of ecosystem services and a preliminary assessment of their economic value. Thus, our first task was to assemble a broad, interdisciplinary group of natural and social scientists to undertake this work. The individuals we approached were extremely enthusiastic and remained so throughout the project development, reflecting a widely shared recognition of the need for such a book. After producing a first draft of the chapters, contributors met in Purity Springs, New Hampshire (as a special session of the next year’s Pew Fellows meeting), to present and get feedback on their approach and analysis, and to discuss overarching issues pertaining to the whole book. This session was very productive, thanks in no small part to the participation of a large number of Pew Fellows not otherwise engaged in the undertaking. It led to the production of two additional chapters to make the book more comprehensive and coherent.

Coordinating this effort has been a great pleasure from the start, thanks to the support of the contributors, the Island Press staff, and the funders. I could not imagine a group of contributors more enthusiastic, timely, and responsive to queries, reviewers’ suggestions, and general harassment. Nor could I conceive of more helpful and knowledgeable editors: Barbara Dean and Kristy Manning were fully engaged in every aspect of shaping the book. External reviewers of the chapters provided constructive criticism in the best sense; we were very fortunate to have the economics expertise of Michael Dalton and David Layton, who kindly reviewed the book end to end. The project was made possible by the generous support of the Packard Foundation, the Pew Charitable Trusts, and the W. Alton Jones Foundation; in addition, I was supported during the development of the book by the Winslow and Heinz foundations and by Peter and Helen Bing.

Scott Daily, Frédéric Lelièvre, and Kirsten Ziegenhagen were very helpful and encouraging with various aspects of the book. Jill Otto kindly tracked down obscure references, and Pat Browne and Steve Masley provided tremendous assistance with photocopying. I am grateful to Peter Bing, Sam Hurst, Donald Kennedy, Jonathan Lash, Peter Raven, Walter Reid, Kelsey Wirth, and Tim and Wren Wirth for freely offering advice and assistance with each phase of the group effort. Finally, I owe a special debt to Paul Ehrlich, Michael Kleeman, Jane Lubchenco, John Peterson Myers, Chuck Savitt, and Jeanne Sedgwick for providing extremely valuable insight and guidance on the overall course of this joint undertaking." (Gretchen C. Daily)


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