quarta-feira, 25 de novembro de 2020

2015 - Corte-Real & Vieira - Princípios de Genética Forense

 


Este trabalho pretende constituir um contributo para a melhor compreensão da Genética Forense por parte de quem deseje iniciar-se ou aprofundar os seus conhecimentos nesta área. São abordados os principais conceitos com relevância para a Genética Forense, incluindo os aspectos relacionados com a Genética de Populações, bem como os cuidados a ter na colheita, acondicionamento e envio de amostras para identificação genética. 

São detalhadas as principais características das perícias realizadas  no âmbito das três áreas mais frequentemente solicitadas (investigação biológica de parentesco, criminalística biológica e identificação genética  de desconhecidos) e discutem-se os problemas éticos mais relevantes  no que diz respeito ao uso da genômica individual na investigação criminal. Conclui-se relatando-se todo o processo que levou à criação da  Base de Dados de Perfis de ADN em Portugal, descrevendo-se não apenas a situação atual mas também o conjunto de iniciativas que originaram a publicação da lei e os aspectos que suscitaram mais controvérsia.


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2015 - Darwin - Observações geológicas em Ilhas Vulcânicas

 


Título original (traduzido por Leandro V. Thomaz): Observações geológicas em Ilhas Vulcânicas, visitadas durante a viagem do H.M.S. Beagle, junto com breves notícias da geologia da Austrália e Cabo da Boa Esperança.

O livro Observações geológicas em ilhas vulcânicas, de Charles Darwin, revela-nos o lado geológico desse naturalista, uma faceta pouco conhecida de uma das mentes mais geniais da nossa história.

Em 1831, quando iniciou sua viagem no Beagle, Darwin saiu em busca de evidências de um grande dilúvio bíblico. No entanto, durante essa viagem, as observações geológicas fizeram com que ele compreendesse a Terra de uma forma mais complexa, sujeita a grandes modificações em sua superfície. Essa compreensão, associada à leitura de Principles of Geology, de Charles Lyell, implicou na incorporação do tempo geológico em seus pensamentos. Um planeta com um longo histórico de transformações foi um quesito essencial para a construção da teoria da “origem das espécies”, com a qual ficou mundialmente conhecido.

A geologia teve um papel muito importante por despertar em Darwin, pela primeira vez, a vontade de escrever um livro. Isso ocorreu em Santiago, no arquipélago do Cabo Verde, após Darwin compreender a evolução geológica dessa ilha, em especial sobre o vulcanismo que ocorrera após a subsidência em torno das crateras.

Publicado originalmente em 1844, oito anos após o seu regresso a Londres, este livro está recheado de observações geológicas das ilhas visitadas. Contém descrições detalhadas sobre a geomorfologia das ilhas e de suas variedades litológicas, faciológicas e texturais. As argumentações sobre a origem dos magmas, os processos de diferenciação das lavas, ambientes de vulcanismo, distribuição das ilhas oceânicas, além dos processos de soerguimento em massa e subsidência das ilhas oceânicas, colocam Darwin em uma posição de destaque na ascendência da geologia e, com este livro, particularmente nas áreas da petrologia ígnea e vulcanologia. Muitas dessas observações e interpretações só foram compreendidas e incorporadas no meio científico após mais de um século.

Darwin esteve no, atualmente brasileiro, Arquipélago de São Pedro São Paulo (St. Paul´s Rock), onde percebeu que esse pequeno afloramento de rochas, no meio do Oceano Atlântico, fugia dos padrões conhecidos. Até então as ilhas conhecidas, francamente oceânicas, eram constituídas por rochas vulcânicas e carbonáticas associadas e eram interpretadas como formadas inicialmente por erupções vulcânicas. De forma oposta ao senso comum, Darwin concluiu que esse arquipélago não possuía natureza vulcânica e que sua classificação era desconhecida. Somente com o conhecimento atual sobre tectônica de placas é que finalmente compreendemos essas rochas e sua origem não vulcânica preconizada. Nesse arquipélago, algo completamente anômalo aflora: uma lasca da litosfera oceânica contendo rochas mantélicas soerguidas a mais de 4.000 metros acima do leito marinho, em uma zona transformante.

Nesse exemplo é ressaltada a capacidade de Darwin de observação e descrição desvinculada de teorias preconcebidas. Em vez de interpretar essas rochas como variedades vulcânicas desconhecidas, Darwin deu um grande valor ao fato de elas serem infusíveis sob seu maçarico, ou seja, altamente refratárias, incompatíveis portanto com as rochas vulcânicas.

O pensamento científico de Darwin baseava-se em uma sequência de observação, comparação, formulação de hipóteses e validação. Essa metodologia científica enraizada era utilizada em todas as áreas das ciências naturais. A sua base consistia em adquirir o máximo de observações detalhadas possível, para em seguida compará-las e criar uma hipótese. Em um parágrafo é possível notar esse sequenciamento:

“O fato de as ilhas oceânicas serem geralmente vulcânicas é, também, interessante em relação à natureza das cadeias de montanhas sobre nossos continentes, os quais em comparação são raramente vulcânicos; e ainda somos levados a supor que onde nossos continentes agora permanecem um oceano uma vez se estendeu. Nós poderíamos perguntar: as erupções vulcânicas alcançaram a superfície mais facilmente através de fissuras, formadas durante os primeiros estágios de conversão do leito marinho em um pedaço de terra?”.

Nesse parágrafo percebe-se que Darwin, em sua volta ao mundo a bordo do Beagle, absorveu informações suficientes sobre a natureza predominantemente vulcânica das ilhas em comparação à natureza das cadeias de montanhas. Fica evidente também que, mesmo anteriormente ao conhecimento sobre a tectônica de placas, Darwin já admitia que os continentes poderiam se localizar (ou se formar) onde anteriormente existia um oceano. E, dessa forma, percebemos a sua visão de um planeta sujeito a modificações contínuas em sua superfície.

Essas modificações na superfície ficaram também evidenciadas por meio dos diferentes níveis de erosão que se encontram nessas ilhas. Darwin visitou ilhas vulcânicas ativas, como no Arquipélago de Galápagos, e ilhas com um nível de erosão maior, como Fernando de Noronha. Nas ilhas com maior nível de erosão Darwin identificou rochas “injetadas”, as quais ele associava com a “elevação de terra em massa”. Ele interpretava que esse material fundido poderia atingir ou não a superfície. Por conta dessa facilidade de as erupções vulcânicas alcançarem mais facilmente a superfície através do leito marinho, Darwin acreditava que uma das causas para o soerguimento dos continentes estaria relacionada à injeção de rochas fundidas abaixo das cadeias de montanhas que não atingissem a superfície. Interessante também é que essas interpretações ocorreram em uma época em que a teoria vigente, defendida por Abraham Werner, concebia que os granitos eram formados pela precipitação em um “oceano primordial”.

A concepção geológica de que as ilhas vulcânicas são formadas isoladamente dos continentes possibilitou a Darwin defender que os processos migratórios e de seleção natural seriam os responsáveis pelo pequeno número de espécies que habitam essas ilhas, e sua alta proporção de espécies endêmicas [4], da qual Galápagos é o principal exemplo. A inexistência de acessos terrestres, inclusive no passado geológico, é apontada como uma das responsáveis pela ausência de classes inteiras de animais. A grande maioria dessas ilhas vulcânicas não possuía mamíferos terrestres e batráquios (rã, sapos e salamandras) por não sobreviverem à migração marítima, embora esses ambientes sejam propícios a tais animais, contrariando portanto a teoria de criação independente.

A geologia teve um papel importante para as teorias de Darwin e de forma equivalente ele teve grande valor na origem da geologia como ciência. É fascinante que tantas áreas das ciências naturais tenham uma origem tão em comum, como as espécies que descendem de um mesmo ancestral. (Leadro V. Thomaz).


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2016 - Darwin - Fenômenos vulcânicos e a formação de Cadeias de Montanhas

 


Título original (traduzido): Sobre a conexão de certos fenômenos vulcânicos na América do Sul; e sobre a formação de cadeias de montanhas e vulcões, bem como o efeito desta mesma força pelo qual os continentes são elevados - Tradução de Leandro V. Thomaz

"O objetivo do presente memoiré descrever o principal fenômeno geralmente acompanhado de terremotos na costa oeste da América do Sul. E mais especificamente àquele que atingiu a cidade de Concepción na manhã de 20 de fevereiro de 1835. Esse fenômeno evidência, de uma maneira espetacular, a intima conexão entre as forças vulcânicas e de soerguimento. E será tentador deduzir a partir desta conexão, certas inferências em relação à lenta formação das cadeias de montanhas."


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sábado, 7 de novembro de 2020

2008 - Farias - Introdução à química forense 2ª Ed.

 



"É com grande satisfação que trazemos a público essa segunda edição, revista e ampliada, de Introdução à Química Forense. A muito boa acolhida dada à primeira edição, tanto por professores quanto por alunos de graduação, e pelo público em geral, nos mostrou que acertamos em nossa avaliação de que uma obra do gênero estava faltando na literatura nacional. 

Nos congressos e demais eventos dos quais participamos desde o lançamento do livro em 2007, pudemos constatar que, principalmente junto ao público mais jovem, em busca ainda de uma definição no tocante aos rumos profissionais, esse pequeno livro tenha, possivelmente, despertado vocações. 

A chamada ciência forense, na qual a química forense desempenha um papel de especial destaque, continua em franca expansão, com o desenvolvimento e/ou adaptação de técnicas e metodologias para aplicação em análises de interesse forense. Nesse sentido, tanto nos laboratórios forenses quanto nas  Universidades, há ainda muito a ser feito no tocante à pesquisa em química forense. Nesse contexto, apresentamos, na presente edição, alguns dos resultados de pesquisa na análise forense de pêlos e combustíveis (diesel e biodiesel) por termogravimetria. 

A apresentação de métodos químicos clássicos de análise foi mantida e mesma ampliada na presente edição, em função dos seguintes motivos: (a) do ponto de vista da formação do aluno de graduação, ou mesmo de pós-graduação, esses métodos têm muito a contribuir, tanto por mostrarem o quanto há de química nos compostos de interesse forense, quanto por seu custo mais baixo e disponibilidade, (b) do ponto de vista da utilização pelo profissional muitos desses métodos têm ainda um importante; papel a desempenhar, seja nas análises preliminares quantitativas feitas em campo, ou em laboratório, antes que metodologias mais sofisticadas e dispendiosas venham a ser empregadas, ou ainda como substitutivos dos métodos instrumentais, nos locais onde eles ainda não estejam disponíveis. É compreensível a fascinação exercida pelos métodos instrumentais, em função de sua rapidez de análise etc., mas não devemos esquecer que, perceba-se ou não, em qualquer análise química uma etapa clássica está sempre envolvida (preparar e diluir soluções, por exemplo) de forma que o químico, em atividade de perito ou não, não pode perder o contato com suas "raízes", sob pena mesmo de perda de competência. 

Acreditamos que os acréscimos efetuados nesta segunda edição tenham deixado o livro mais completo em sua função de obra introdutória, tomando-o, ainda, mais aprofundado, aproximando-o, assim, do perfil de uma obra também útil para os graduandos e/ou profissionais da área." (Robson Fernandes de Farias)


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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

1967 - McArthur & Wilson - Island Biogeography



"This book had its origin when, about five years ago, an ecologist (MacArthur) and a taxonomist and zoogeographer (Wilson) began a dialogue about common interests in biogeography. The ideas and the language of the two specialties seemed initially so different as to cast doubt on the usefulness of the endeavor. But we had faith in the ultimate unity of population biology, and this book is the result. Now we both call ourselves biogeographers and are unable to see any real distinction between biogeography and ecology. 

A great deal of faith in the feasibility of a general theory is still required. We do not seriously believe that the particular formulations advanced in the chapters to follow will fit for very long the exacting results of future empirical investigation. We hope instead that they will contribute to the stimulation of new forms of theoretical and empirical studies, which will lead in turn to a stronger general theory and, as R. A. Fisher once put it, “a tradition of mathematical work devoted to biological problems, comparable to the researches upon which a mathematical physicist can draw in the resolution of special difficulties.” Already some strains have appeared in the structure. These have been discussed frankly, if not always satisfactorily, in the text.

We owe the strains, as well as many improvements, to colleagues who read the entire first draft. We are very grateful to John T. Bonner, William L. Brown, Jr., Walter Elsasser, Carl Gans, Henry Horn, Robert F. Inger, E. G. Leigh, Richard Levins, Daniel A. Livingstone, Monte Lloyd, Thomas Schoener, and Daniel Simberloff for this favor. We are also indebted to William H. Bossert, Philip J. Darlington, Bassett Maguire, Ernst Mayr, and Lawrence B. Slobodkin for critically reading selected portions of the manuscript; and to J. Bruce Falls, Kenneth Crowell, Bassett Maguire, Ruth Patrick, and Bernice G. Schubert for adding new materials. A preliminary draft of the book was used as a text in graduate seminars at Harvard University and Princeton University in the fall of 1966 and has thus benefited from a testing in the classroom.

The illustrations were prepared by John Kyrk. The typescript and much of the bibliography and index were prepared by Kathleen Horton with the assistance of Muriel Randall. Our personal research projects have been generously supported from the beginning by grants from the National Science Foundation and our respective home institutions."

Robert H. MacArthur and Edward O. Wilson, Dezembro de 1966.

 

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

2007 - Whittaker & Fernandez-Palacios - Island Biogeography: Ecology, Evolution, and Conservation 2ª Ed.

 


Island biogeography is an important subject for several reasons. First, it has been and remains a field which feeds ideas, theories, models, and tests of same into ecology, evolutionary biology, and biogeography. This is because islands provide natural scientists with model systems—replicated and simplified contexts—allowing us to isolate particular factors and processes and to explore their effects. Secondly, some of these theories have had great weight placed upon them in applications in nature conservation, as scientists and conservationists attempt to understand, predict and manage the biodiversity impacts of habitat loss and fragmentation. Thirdly, in our modern age of anthropogenic extinctions, islands qualify as ‘hotspots’: combining the attributes of high levels of unique biodiversity, of recent species extinctions, and of likely future species losses. The protection of the unique biological features of island ecosystems presents us with a considerable challenge, not only ecologically, but also because of the fragmented nature of the resource, scattered across all parts of the globe and all political systems, and generally below the horizons of even global media networks. It is our hope that this book will foster an increased interest in island ecology, evolution, and conservation and that it will be of value for students and researchers working in the fields of the life and environmental sciences.

This second edition is built upon the foundations of the first edition but has been substantially reorganized and updated to reflect what we consider the most important developments in island biogeography over the last decade. As will become evident to those who dip into this volume, we cover a great deal more than the biology of the systems. Indeed, we have expanded our coverage of the developmental history and environmental dynamics of islands in this second edition. Much fascinating new work has been published in this arena, and it is proving to be fundamental to improving our understanding of island evolution and ecology.

Another feature of this revision is the inclusion of a great deal of material on the island region of Macaronesia (the Happy Islands), and particularly of the Canaries. These islands are the Atlantic equivalent of Hawaii and the Galápagos, providing a rich mix of geological and evolutionary–ecological insights on the one hand and biodiversity conservation problems on the other. Much new and exciting work has been published on these islands since the first edition of this book was written, and we were keen to bring some of this work to the attention of a wider audience of students and scholars.

Island biogeography is a dynamic field. Whilst many ideas and themes have long pedigrees, new ideas, and insights continue to be generated, often building on long-running debates. We have attempted to reflect the diversity of viewpoints and interpretations within the field, although inevitably the selection of material reflects our own biases and interests.

There are many people we would like to thank, not least our students and the members of our research groups, with whom we have enjoyed illuminating discussions on many island themes. Ian Sherman, our editor at OUP, provided encouragement, help, and good advice at all stages of the project, and we thank him, Stefanie Gehrig, and their colleagues at the Press, for all their efforts. We thank the following colleagues for variously commenting on draft material, supplying answers to queries, and discussion of ideas: Gregory H. Adler, Rubén Barone, Paulo Borges, Pepe Carrillo, James H. Brown, Juan Domingo Delgado, Lawrence Heaney, Scott Henderson, Paco Hernán, Joaquín Hortal, Hugh Jenkyns, Richard Ladle, Mark Lomolino, Águedo Marrero, Aurelio Martín, Bob McDowall, Leopoldo Moro, Manuel Nogales, Pedro Oromí, Jonathan Price, Mike Rosenzweig, Dov Sax, Ángel Vera, and James Watson. All errors and omissions are of course our own to claim. Most of the figures were drawn by Ailsa Allen. Sue Stokes helped in compilation of material. We are grateful to those individuals and organizations who granted permission for the reproduction of copyright material: the derivation of which is indicated in the relevant figure and table legends, supported by the bibliography. Finally, we thank our families, Angela, Mark, and Claire and Neli, José Mari, and Quique, for all their support and tolerance during the preparation of this book. (Robert J.Whittaker and José Maria Fernández-Palacios)


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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

1997 - Daily et al. - Nature's Services: Societal Dependence On Natural Ecosystems

 


"The effort behind this book was initiated after dinner one night, under the Arizona desert sky, at an annual meeting of the Pew Fellows in Conservation and the Environment. A small group gathered informally to lament the near total lack of public appreciation of societal dependence upon natural ecosystems. This ignorance represents but one of a complex of interacting factors responsible for today’s array of anthropogenic disruptions of the biosphere. Yet it clearly represents a major hindrance to the formulation and implementation of policy designed to safeguard earth’s life-support systems. Moreover, lack of understanding of the character and value of natural ecosystems traces ultimately to a failure of the scientific community to generate, synthesize, and effectively convey the necessary information to the public.

A collective strategy to address this problem emerged from the group’s discussion, the first phase of which consisted of producing a rigorous, detailed synthesis of our current understanding of a suite of ecosystem services and a preliminary assessment of their economic value. Thus, our first task was to assemble a broad, interdisciplinary group of natural and social scientists to undertake this work. The individuals we approached were extremely enthusiastic and remained so throughout the project development, reflecting a widely shared recognition of the need for such a book. After producing a first draft of the chapters, contributors met in Purity Springs, New Hampshire (as a special session of the next year’s Pew Fellows meeting), to present and get feedback on their approach and analysis, and to discuss overarching issues pertaining to the whole book. This session was very productive, thanks in no small part to the participation of a large number of Pew Fellows not otherwise engaged in the undertaking. It led to the production of two additional chapters to make the book more comprehensive and coherent.

Coordinating this effort has been a great pleasure from the start, thanks to the support of the contributors, the Island Press staff, and the funders. I could not imagine a group of contributors more enthusiastic, timely, and responsive to queries, reviewers’ suggestions, and general harassment. Nor could I conceive of more helpful and knowledgeable editors: Barbara Dean and Kristy Manning were fully engaged in every aspect of shaping the book. External reviewers of the chapters provided constructive criticism in the best sense; we were very fortunate to have the economics expertise of Michael Dalton and David Layton, who kindly reviewed the book end to end. The project was made possible by the generous support of the Packard Foundation, the Pew Charitable Trusts, and the W. Alton Jones Foundation; in addition, I was supported during the development of the book by the Winslow and Heinz foundations and by Peter and Helen Bing.

Scott Daily, Frédéric Lelièvre, and Kirsten Ziegenhagen were very helpful and encouraging with various aspects of the book. Jill Otto kindly tracked down obscure references, and Pat Browne and Steve Masley provided tremendous assistance with photocopying. I am grateful to Peter Bing, Sam Hurst, Donald Kennedy, Jonathan Lash, Peter Raven, Walter Reid, Kelsey Wirth, and Tim and Wren Wirth for freely offering advice and assistance with each phase of the group effort. Finally, I owe a special debt to Paul Ehrlich, Michael Kleeman, Jane Lubchenco, John Peterson Myers, Chuck Savitt, and Jeanne Sedgwick for providing extremely valuable insight and guidance on the overall course of this joint undertaking." (Gretchen C. Daily)


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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

2020 - Platnick - Spiders of the World: A Natural History

 



"Spiders are among the dominant predators in almost all terrestrial ecosystems, and play a major role in controlling insect populations: the global spider population has been estimated to consume between 400 million and 800 million tons of prey annually. Found on all continents except Antarctica, spiders live in incredibly diverse habitats, from deep in caves to an altitude of almost 22,000 feet (6,700 m) on Mt. Everest (where they survive on prey blown up from lower elevations), and from deserts as hot as Death Valley to tundra in the coldest parts of Siberia. They can even “balloon” into the air, emitting a strand of silk that gets caught by the wind; ballooning spiders have been found alighting on ships more than a thousand miles from the nearest land, and floating at 16,000 feet (4, 900 m)  in the air. The many different kinds of  silk threads they spin can have a tensile strength greater than steel. Researchers are seeking ways to manufacture textiles that are similarly strong and lightweight for use in products ranging from parachutes to bulletproof vests. Spider venoms are also diverse. They can inhibit the transfer of nerve impulses across synapses, and so they are being studied as possible treatments for diseases such as epilepsy. This book explores the diversity and natural history of these fascinating creatures."


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terça-feira, 15 de setembro de 2020

2012 - Maia-Silva et al. - Guia de plantas visitadas por abelhas na Caatinga

 


"O “Guia de plantas da caatinga visitadas por abelhas” insere-se nos  objetivos do Projeto “De Olho na Água” como parte das ações integradas e participativas, fundamentadas em pesquisas científicas e na aplicação de técnicas ecossustentáveis.

A longo prazo, o manejo de abelhas nativas tem um propósito maior além da geração de renda suplementar que a produção de mel pode proporcionar. O ganho maior é a conservação da flora nativa, que tem nesses polinizadores um dos vetores mais importantes para a manutenção da qualidade dos ecossistemas e, consequentemente, da qualidade de vida de todas as espécies. 

Patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, o Projeto “De Olho na Água” apresenta esse Guia como o resultado da articulação entre o saber científico e a prática sustentável dos recursos naturais. Daí sua importância num momento crucial em que a humanidade discute em fóruns internacionals a necessidade de um novo paradigma na relação do homem com a natureza. A escolha de implementar este trabalho de plantas visitadas pelas abelhas no Projeto “De Olho na Água” , com a Fundação Brasil Cidadão, foi pelo excelente trabalho de conservação da natureza, em especial do manguezal, desenvolvido em Icapuí, a valorização local do capital natural e a formação de uma nova geração que vai fazer a diferença na gestão dos recursos naturais. 

Este Guia é útil para o reconhecimento destas plantas essenciais para as abelhas que estão na caatinga. Foi construído baseado em trabalhos de campo de teses de doutoramento e projetos de pesquisa desenvolvidos por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, com apoio das agências financiadoras de pesquisa CAPES e CNPq. O estudo identificou as plantas com flores da caatinga e a utilização destes recursos florais pelas abelhas.  Temos árvores, arbustos, herbáceas e trepadeiras importantes para as abelhas da caatinga. Os ramos floridos foram coletados para identificação por especialistas e depositados no Herbário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. 

Desta forma, temos à disposição informações úteis para a população em geral, assim como para aqueles que se dedicam à jardinagem e paisagismo com plantas nativas da caatinga, pois falamos  sobre as flores observadas, suas formas, tamanhos, cores e época de florescimento. As fotografias foram feitas especialmente para este guia. 

Uma aplicação importante deste conhecimento é o incentivo à construção de jardins para polinizadores, uma ação que já é implementada em várias partes do mundo, para conservar as abelhas. Esses jardins podem ter tamanhos variados e são utilizados em residências, escolas, ruas, praças e parques."


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terça-feira, 8 de setembro de 2020

2011 - Vieira - Introdução à Bioestatística

 


"Bioestatística é a Estatística aplicada às ciências da saúde. Profissionais e alunos dessas áreas querem aprender técnicas estatísticas porque elas são muito usadas na pesquisa, como bem mostra a literatura especializada. Mas Estatística é ciência complexa, que não se aprende com a simples busca de um termo na Internet. É difícil aprender Estatística? Sim e não. Aprender a fazer cálculos estatísticos usando programas de computador não é difícil, embora exija tempo, interesse e atenção. Entretanto, a condução e a avaliação de uma pesquisa dependem, em boa parte, do conhecimento do pesquisador sobre as potencialidades e as limitações das técnicas utilizadas. E entre o cálculo e a interpretação do resultado há um caminho a percorrer. 

Este livro foi, então, escrito e reescrito muitas vezes, na tentativa de facilitar a aprendizagem. Buscamos explicar sempre a indicação e as restrições das técnicas ensinadas. Os conceitos são transmitidos mais pela intuição do que por demonstração, os exemplos são simples e das áreas da saúde e os exercícios exigem pouco trabalho de cálculo. É grande a quantidade de exemplos e o número de exercícios mais do que dobrou em relação à edição anterior, para bem ilustrar as técnicas aprendidas. 

A leitura do texto exige os conhecimentos de matemática que são exigidos em exames vestibulares. De qualquer modo, as seções que envolvem maior aptidão para a matemática foram assinaladas com asterisco. Tais seções podem ser evitadas sem prejuízo do entendimento das subseqüentes. Os cálculos podem ser feitos à mão ou com calculadora. Alunos de cursos avançados de Estatística usam, rotineiramente, um computador, mas acreditamos que é preciso manusear fórmulas para entender os conceitos básicos de Estatística. Não há como ter completa segurança na discussão de uma média aritmética, por exemplo, sem nunca ter usado papel e lápis para calcular esse tipo de estatística. Assim, sem despender muito tempo com cálculos e demonstrações - o estudante adquire, neste livro, conhecimentos suficientes para tomar-se usuário competente das técnicas estatísticas mais comuns. 

Uma conseqüência importante de aprender Estatística - mais importante do que possa parecer à primeira vista - é a familiarização com o jargão próprio da área. Alguns termos do vocabulário comum têm significado técnico e específico, quando usados em Estatística. É claro que o conhecimento do significado comum ajuda, mas pode conduzir à interpretação errada quando substitui o significado técnico. 

Essa 4ª edição de Introdução à Bioestatística, totalmente revista e ampliada, só foi possível porque o livro encontrou aceitação no meio acadêmico. Agradecemos, pois, a todos aqueles que prestigiaram nosso trabalho, mas principalmente aos alunos, que nos ensinaram a ensinar. Importante, porém, é o fato de esse livro ter tido a revisão competente e altamente especializada de Martha Maria Mischan. Ronaldo Wada fez alguns dos vários gráficos, Márcio Vieira Hoffmann fez uma leitura crítica dos originais e William Saad Hossne escreveu a 4ª capa. Mas há também que agradecer ao Centro de Pós-Graduação São Leopolde Mandic, pela oportunidade de trabalho. " (Sonia Vieira)

E só lembrando: se estiver precisando de uma força com bioestatística, mapas ou formatação de textos, entra em contato que eu posso te ajudar.




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