quarta-feira, 31 de março de 2021

2008 - Jorgensen - Encyclopedia of Ecology, Five-Volume Set, Volume 1-5

 


"Ecology is the science of the interrelations between living organisms and their environments. These interrelations are complex, varied, and hierarchical. As such, it is a broad and diverse discipline that covers topics from natural selection to population dynamics to biogeochemistry to ecosystem health and sustainability. Our aim in this compendium is to aggregate, in one major reference work, a thorough overview that does justice to this diversity and, at the same time, makes connections between the topics. The result is the five-volume work before you, containing over 530 expertly authored entries. The entries together form a comprehensive picture of the science of ecology and its major subdisciplines. Individually, the entries are succinct, informative, state-of-the-art reviews for use as research references or teaching aids. The Encyclopedia of Ecology covers many facets of this wide-ranging and far-reaching field including:

1. Behavioral ecology

2. Ecological engineering

3. Ecological informatics

4. Ecological modeling

5. Ecological processes

6. Ecosystems

7. Ecotoxicology

8. Evolutionary ecology

9. General ecology

10. Global ecology

11. Human ecology

12. Population dynamics

13. Systems ecology

The encyclopedia is based on a broad and inclusive view of ecology with an emphasis on holistic perspectives. Holism arises because organisms are irreducible from each other and their environments. Therefore, tone and tendency in ecology is toward the holistic range along the continuum of holism–reductionism in science. We can observe and study trees, but we must never forget that the trees are components within the forest system. Ecology deals with the structure and functioning of nature as a system.

The section on general ecology is the largest in the encyclopedia since it forms the bedrock of knowledge developed over a century of ecological research. These characteristics of fundamental ecology are what one would expect to find in any textbook. Additional entries cover the major ecosystem types, including their distribution and unique features. Key basic ecological processes are given a wide coverage in the encyclopedia, as are aspects of global ecology. Both natural and abiotic components are considered. The central question in this context deals with ‘How are natural ecological dynamics influenced by the introduction of new components?’. This question draws from the well-represented field of ecotoxicology. As we move away from primary questions dealing with pristine natural environments, the interplay of organisms and their environment extends to include human action.

Ecology also plays an important role in the management and stewardship of environmental resources. In the mid-1960s, we experienced a renewed awareness and concern for the environment, sparked in part by Rachel Carson’s Silent Spring, growing human population, and conspicuous air and water pollution. Environmental problems are rooted in how humans influence nature and to understand these interactions between man and nature fully, we need ecology, because ecology focuses on the organization, processes, and changes in nature. There is no doubt that the environmental problems have accelerated the development of ecology while at the same time our increased knowledge about the functioning of ecosystems has been implemented in ecologically friendly design. Each successive environmental alarm, from ozone depletion to biodiversity loss to eutrophication to climate change, has pushed the envelope of ecological knowledge. More and more resources are directed towards research to help us understand the natural world and our role as a dominant species in it. Our policies towards environmental management require us to be able to ask and answer ecological questions such as: What will be the impact of a particular chemical released into nature? What is nature’s buffer capacity to accept the release? How can we better manage and design systems to prevent such releases? The answers to these questions require a profound knowledge of nature as a whole, the core questions of ecology.

Out of the need for a better ecological understanding have grown several new subdisciplines in ecology. Many examples are covered in the encyclopedia, but let us mention here three: ecological modeling, ecological engineering, and ecological indicators. First, ecological modeling provides a formal, structured approach to quantify ecological processes in order to understand the methods by which they function. Second, ecological engineering brings design principles from nature into application for basic human needs such as wastewater treatment, sustainable agroecosystems, and lake restoration. The objective is to develop systems that work within the natural order rather than at odds with it. Ecological engineering is based on a close cooperation between humans and nature for the benefit of both. Third, ecological indicators are easy-to-understand metrics to ‘measure the pulse of the ecosystem’. The selection of the appropriate indicators requires accurate knowledge of the ecosystems and their functioning, exactly as indicators for human diseases require knowledge of the medical sciences. The application of ecological indicators to assess ecosystem health is drawing heavily on the entire spectrum of ecological knowledge. Key ideas, methods, and examples of ecological modeling, engineering, and indicators are described in detail in the encyclopedia.

The encyclopedia and entry layout are designed to maximize usability and usefulness of the material for the reader. The entries are alphabetically arranged within ecological subcategories, with running titles. Each entry has a concise synopsis followed by the body of the work, and ending with suggested further readings of the key references related to the subject. As ecology is a holistic science, it is not possible to completely separate one topic from the others. Therefore,cross-references to other entries within the encyclopedia are also given. The appendix contains several informative tables more appropriate to the whole body of work than to any one specific entry topic. The encyclopedia has a comprehensive index allowing the reader to quickly search the wide range of topics. Together, the many entries, like knots in an ecological network, weave together to make a rich tapestry of the science of ecology." (Sven Erik Jørgensen)


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terça-feira, 30 de março de 2021

2021 - Lunardi et al. - Ferramentas digitais para o ensino de Ciências da Natureza

 


"Este e-book apresenta escritos cujas propostas contemplam aplicativos e sites que podem ser utilizados no desenvolvimento de aulas de Ciências da Natureza (Ciências, Biologia, Química e Física) no Ensino Fundamental e/ou Médio. A ideia foi alvitrada a partir do componente curricular “Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas à Educação” da Especialização em Ensino de Ciências da Natureza do Instituto Federal Farroupilha - Campus Santa Rosa, que propôs a pesquisa e análise de artefatos digitais que pudessem ser integrados ao ensino de Ciências.

Destacamos que as tecnologias digitais, nos últimos anos, vêm ganhando visibilidade na área da Educação e, principalmente, mostrando-se como possibilidade para dar continuidade às atividades educacionais em períodos como o que vivemos atualmente (2020-2021), de distanciamento social ocasionado por Pandemia. O ensino precisou se reinventar e tal reinvenção, provavelmente, irá ter continuidade mesmo após a volta das aulas presenciais. Para planejar e repensar este ensino remoto ou híbrido, é preciso ter conhecimento de artefatos tecnológicos digitais, suas funções, finalidades e possibilidades, para que se possa desenvolver aulas que promovam a aprendizagem dos estudantes, não apenas de Ciências da Natureza, mas de diversos componentes curriculares.

Dessa forma, para auxiliar professores que estão em meio às reinvenções educacionais e propor reflexões aos que participaram da construção deste livro eletrônico e aos que irão lê-lo, são apresentadas 34 ferramentas tecnológicas que apresentam possibilidades de integração no ensino. Para auxiliar na busca pelas ferramentas, os aplicativos e sites estão organizados em seis seções de acordo com suas finalidades. São elas: compartilhamento professor-aluno; criação de mapas conceituais, infográficos, murais e histórias em quadrinhos; construção de questionários e formulários; produção e edição de vídeos; gamificação; e ferramentas digitais específicas para o ensino de Ciências da Natureza.

Ressaltamos que a utilização de tecnologias no ensino não o torna menos tradicional, mas abre possibilidades para a sua transformação. Por isso, a ferramenta digital precisa ser inserida nos planejamentos de aula de acordo com os objetivos do professor e da disciplina, uma vez que busca cumprir uma função, seja de comunicação, sistematização, explicação ou produção, auxiliando nos processos de ensino e aprendizagem.

Neste sentido, a reinvenção da qual falamos requer pensar, planejar, refletir, repensar, replanejar em um movimento constante da investigação do fazer docente, na busca pela melhoria do ensino. Assim, convidamos a todos os professores e a todas as professoras, em contínua formação, a ler, aprender, utilizar, criticar, modificar, inovar e se reinventar a partir das ferramentas tecnológicas digitais propostas-ações que reforçam o quão desafiador é o ensino e a práxis docente." (Larissa Lunardi, Maria Cristina Rakoski & Franciele Meinerz Forigo)


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segunda-feira, 29 de março de 2021

2016 - Miccolis et al. Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais: como conciliar conservação com produção. Opções para Cerrado e Caatinga

 


"Este livro tem como principal objetivo orientar a adoção de sistemas agroflorestais (SAFs) na restauração e recuperação de áreas alteradas e degradadas por meio de estratégias que conciliem a conservação com benefícios sociais. Sua construção foi fruto de um processo participativo e de pesquisa envolvendo técnicos, agricultores, pesquisadores, formuladores de políticas e praticantes nos temas da restauração e SAFs. Primeiro, foram analisadas as normas que regem o uso de SAFs em áreas de proteção ambiental (Áreas de Preservação Permanente – APPs e Reservas Legais – RLs) a fim de esclarecer, para técnicos, agricultores e formuladores de políticas, suas implicações práticas no campo. Uma ampla revisão da literatura analisou a viabilidade de SAFs e sistemas mais adequados para cumprir com os objetivos ecológicos e sociais da restauração. 

Em maio de 2015, no seminário participativo “Conservação com Agroflorestas: caminhos para restauração na agricultura familiar”, 70 participantes elaboraram princípios e critérios para conciliar conservação com produção e sistematizaram 19 experiências de SAFs a fim de extrair lições para replicação de boas práticas. 

Foram visitadas 16 famílias de agricultores inovadores, que trouxeram exemplos de sistemas e práticas de manejo promissores, e realizadas consultas a especialistas. Com base neste conjunto de subsídios, propomos recomendações para superar os desafios dos SAFs e regulamentar a implementação do novo código florestal, bem como metodologia de diagnóstico socioambiental e planejamento de SAFs moldados às aspirações e condições da família e do ambiente que ela ocupa. Para alguns dos contextos mais comuns, como pastagens degradadas a áreas de vegetação nativa em regeneração, apresentamos 11 opções agroflorestais que podem ser adaptadas de acordo com as especificidades da propriedade. Dentre as espécies recomendadas para estas opções, 19 espécies-chave para recuperação de áreas degradadas são descritas detalhadamente e 130 espécies consideradas importantes para restauração com SAFs compõem uma tabela geral de atributos funcionais. Por fim, apresentamos orientações técnicas sobre as normas que regem APPs e RLs, destacando obrigações de conservação e recuperação e o papel de SAFs nestes contextos. Embora este livro seja focado nos biomas Cerrado e Caatinga, a metodologia de diagnóstico socioambiental, os princípios e critérios para seleção de espécies e desenho de sistemas, assim como as técnicas de implantação e manejo, podem ser aplicados em outras regiões."


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domingo, 28 de fevereiro de 2021

2021 - Pinto & Pedroso - PRÁTICAS EXPERIMENTAIS PARA O ENSINO DE CIÊNCIA: construindo alternativas adequadas à realidade educacional brasileira

 


"A experimentação é uma atividade que aprimora os poderes de observação dos estudantes, estimulando perguntas e apoiando no desenvolvimento de uma nova compreensão sobre os conceitos científicos. Com essa premissa em mente essa obra traz, em sua essência, propostas de experimentos, muitos deles de baixo custo apontando uma alternativa para o ensino de Ciências como forma de subsidiar professores e estudantes na elaboração/execução de práticas experimentais."


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2001 - Jorgensen & Bendoricchio - Fundamentals of Ecological Modelling

 


"This is a thoroughly revised and updated edition of an authoritative introduction to ecological modelling. Sven Erik Jørgensen, Editor-in-Chief of the journal Ecological Modelling, and Giuseppe Bendoricchio, Professor of Environmental Modelling at the University of Padova, Italy, offer compelling insights into the subject. This volume explains the concepts and processes involved in ecological modelling, presents the latest developments in the field and provides readers with the tools to construct their own models."


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sábado, 20 de fevereiro de 2021

2018 - Beron - Zoogeography of Arachnida

 


This volume merges all geographical and paleogeographical data on all groups of the arachnofauna. The book features topics such as the ecological factors, climate and other barriers that influence the distribution of arachnida. It also elaborates on the characteristics of the distribution such as arachnida at high altitude (e.g. Himalaya), in caves, in polar regions and highlights differences between the arachnofauna of e.g. Mediterranean regions vs Central Europe, West African vs Indomalayan and more. Furthermore, amongst other topics the volume also includes chapters on the systems of arachnida, fossil orders, dispersal and dispersion, endemics and relicts, regional arachnogeography, cave and high altitude arachnida.


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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

2005 - Souza et al. - Quaternário do Brasil

 


"O Quaternário, que corresponde ao período mais recente da história da Terra, é também conhecido como “Idade do Gelo”, pela forte influência sobre o meio ambiente das diversas glaciações que teriam ocorrido nesse intervalo de tempo. Além de ser bioestratigraficamente definido por fósseis de megafauna típica de mamíferos, pode ser considerado como “Idade do Homem”, advindo daí termos como “Antropozóico” e “Psicozóico”, referindo-se a esse período.

As propriedades do ambiente terrestre no qual estamos vivendo resultam de longa evolução (4,6 bilhões de anos) através do tempo. É importante entender cada vez melhor os diferentes processos que controlam essa evolução, para se tentar prever as mudanças futuras. Portanto, esse ambiente não deve ser considerado como herança imutável concebida pelo “Criador”, mas representa um sistema dinâmico de mudanças complexas em  reorganização  constante,  acionada  por  forças  internas  e  externas.  Durante  o  tempo  geológico,  foi caracterizado  por  variações  múltiplas,  que  prosseguem  até  os  dias  atuais,  acionadas  por  mecanismos astronômicos,  modificações  atmosféricas,  fenômenos  geológicos,  etc.  O  advento  do  Homem  durante  o Quaternário introduziu um novo agente dessas mudanças, cujo papel não pode ser desprezado em quaisquer reorganizações do ambiente terrestre. Assim, o Quaternário representa um período excepcional, cujos eventos são comparáveis a eventos que ocorreram em toda a evolução geológica do planeta, seu estudo podendo também conduzir ao prognóstico dos acontecimentos futuros.

Freqüentemente, os cientistas são acusados de desenvolver pesquisas muito especializadas somente para simples satisfação da ânsia do saber. Entretanto, o aperfeiçoamento de técnicas observacionais e analíticas nos mostram que a Terra representa, por assim dizer, um imenso sistema ecológico com interações de fatores múltiplos, cujo entendimento só será possível pelo aprofundamento cada vez maior de pesquisas especializadas.

As glaciações, que representam eventos de variações climáticas extremas, repercutiram sobre todos os ambientes do nosso planeta e causaram:

a) modificações nas zonações climáticas da Terra em função das mudanças nas circulações atmosféricas e oceânicas, com conseqüentes redistribuições na precipitação atmosférica e na cobertura florística;

b) regressões (recuos) e transgressões (avanços) dos oceanos sobre os continentes, associadas às subidas e descidas  dos  níveis,  em  função  das  alternâncias  dos  períodos  (ou  estádios)  glaciais  e  interglaciais, respectivamente;

c) mudanças na velocidade de rotação ou na intensidade do campo gravitacional devidas às distribuições de massas na Terra;

d) deformações dos substratos rochosos das regiões glaciadas, que são deprimidas pela sobrecarga de gelo durante as glaciações ou soerguidas em épocas pós-glaciais pelo alívio da sobrecarga.

Como  o  Quaternário  representa  um  período  de  tempo  geológico  relativamente  curto  (cerca  de  1,8 milhão de anos), as evidências são suficientemente bem preservadas e mais numerosas, quando confrontadas com as de idades mais antigas. Desse modo, os resultados obtidos são mais precisos e, além disso, permitem estabelecer comparações com dados de mesma natureza ligados aos processos atuais, conduzindo à realização de pesquisas interdisciplinares. Embora as pesquisas possam ser conduzidas independentemente e usando métodos  próprios,  só  a  integração  de  todos  os  dados  conduz  à  melhor  compreensão  dos  fenômenos  do Quaternário.

A INQUA (International Union for Quaternary Research) considera essenciais as seguintes áreas de conhecimento do Quaternário: arqueologia, (paleo)climatologia, geologia e geomorfologia do Quaternário, glaciologia, paleolimnologia, paleontologia, paleopalinologia, (paleo)ceanografia, (paleo)pedologia e vulcanologia. Naturalmente, as intensidades de pesquisa em cada uma dessas áreas de pesquisa do Quaternário em diferentes países do mundo dependem, entre outros fatores, das suas peculiaridades geográficas e geológicas. Desse modo, os estudos de processos glaciais são mais importantes em regiões de altas latitudes ou altitudes e as pesquisas de variações de níveis do mar são essenciais em regiões litorâneas.

Até o fim da década de 1970, praticamente não havia interdisciplinaridade nas pesquisas do Quaternário do Brasil, que se restringiam aos estudos paleontológicos, geomorfológicos e pré-históricos. O XXV Congresso Brasileiro de Geologia da SBG (Sociedade Brasileira de Geologia), realizado em 1971 em São Paulo (SP), representou um importante marco, pois ocorreu o Primeiro Simpósio do Quaternário no Brasil e foi criada a Comissão Técnico-Científica do Quaternário no âmbito da SBG. Finalmente, em 1984, com o surgimento da ABEQUA (Associação Brasileira de Estudos do Quaternário), desvinculada da SBG e aberta a todas as disciplinas do Quaternário, foi iniciada uma fase mais profícua de pesquisas interdisciplinares.

A ABEQUA tem participado ativamente em vários projetos internacionais do IGCP (International Geological Correlation Programme) e, finalmente, do IGBP (International Geosphere-Biosphere Programme) por meio do LOICZ (Land-Ocean Interactions in the Coastal Zone). Através desses diferentes projetos foram organizadas várias reuniões internacionais, que propiciaram valiosos intercâmbios entre especialistas brasileiros e estrangeiros, muitos deles de grande renome.

Pessoalmente, tive grande satisfação em participar desde 1973 de pesquisas do Quaternário do Brasil com colegas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Observatório Nacional (ON/CNPq) do Rio de Janeiro. Certamente, os conhecimentos até agora adquiridos deverão subsidiar adequadamente o desenvolvimento sustentável do país. Entretanto, não cabe aos cientistas tomar decisões, mas sim assessorar o desenvolvimento das atividades humanas, para que sejam executadas com a máxima racionalidade. Para isso, este livro deve representar uma fonte importante de consulta.

A diversidade de formação acadêmica dos autores e o grande leque de assuntos tratados neste livro mostram que os estudos do Quaternário do Brasil encontram-se plenamente estruturados." (Louis Martin - Diretor de Pesquisa da IRD (França)


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domingo, 31 de janeiro de 2021

2013 - Sanchez - Avaliação de impacto ambiental, conceitos e métodos 2ª Ed.

 



Prefácio da segunda edição.

Mantendo a estrutura e a sequência dos capítulos, esta segunda edição foi inteiramente revista e atualizada. Inevitavelmente, foi também um pouco ampliada.

Dentre as principais novidades, destacam-se as várias menções aos Padrões de Desempenho Socioambiental da International Finance Corporation (IFC). Recém-lançados quando da primeira edição do livro, em 2006, a nova versão de 2012 desses Padrões tem rapidamente se tornado uma referência internacional que poderá influenciar a prática da avaliação de impacto ambiental (AIA) em vários países. Os Padrões também são adotados pelas instituições financeiras que subscrevem os Princípios do Equador, o que mostra o papel crescente da avaliação de impacto ambiental no âmbito das instituições financeiras privadas.

Uma maior explicitação da noção de hierarquia de mitigação também está presente em vários capítulos, procurando reforçar a ideia de que uma das principais funções da avaliação de impacto ambiental é contribuir para o planejamento de projetos que evitem impactos adversos, e não apenas atenuem esses impactos. No outro extremo da hierarquia, as funções da compensação ambiental e seus diferentes tipos também são discutidas com maior detalhe.

Outros novos temas, como justiça ambiental, serviços ecossistêmicos e impactos sobre a saúde, também foram incorporados a esta edição.

No Cap. 6, mais espaço é dedicado à apresentação de ferramentas e abordagens para a fase de definição de escopo dos estudos de impacto ambiental, etapa onde a prática brasileira evoluiu muito pouco. Este capítulo foi o que mais “engordou”, estando agora um terço maior que na primeira edição.

O Cap. 7 traz uma ampliação da seção sobre custos do processo de AIA. O Cap. 11 também foi ampliado, trazendo mais detalhes sobre ferramentas de avaliação.

Importantes adições foram feitas ao Cap. 13. Suas seções foram mantidas, mas conteúdo foi acrescentado a todas elas, como novos exemplos de mitigação, uma comparação internacional sobre medidas compensatórias e uma atualização sobre boas práticas em reassentamento de populações humanas, entre outras mudanças.

O Cap. 16 apresenta mais exemplos de consulta pública e discorre com maior detalhe sobre as diferenças e similaridades entre as tarefas da consulta oficial e aquelas que, cada vez mais, devem ser realizadas pelos empreendedores e muito antes das audiências oficiais. O capítulo também inclui uma nova seção sobre consulta livre, prévia e informada.

Novos casos e exemplos reais são mencionados, ampliando a lista de EIAs de diversos países citados. Novas referências bibliográficas alertam os estudantes e profissionais da área para a importância de se manter atualizado. Mais referências também foram acrescentadas à seção Recursos, que permite ao leitor localizar fontes de informação e documentos técnicos seja para aprofundar estudos ou pesquisas, seja para melhorar sua prática profissional. Finalmente, um novo índice remissivo com mais de 400 termos facilita a consulta.

Espero que, com estas modificações, Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos tenha se tornado não somente mais atual e mais completo como também mais fácil de ser consultado pelo estudante, pelo pesquisador e pelo profissional.


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2000 - Morrone - Sistemática, Biogeografia, Evolución - Los patrones de la biodiversidade en tiempo-espacio

 


"La evolución de los seres vivos, definida por Charles Darwin hace un siglo y medio como ‘descendencia con modificación’, es el principio unificador de la biología. Sin el concepto de evolución, zoólogos, botánicos, paleontólogos, embriólogos, ecólogos y genetistas trabajarían aisladamente. El conocimiento de la evolución como un hecho — y no simplemente como una teoría — ha sido fundamental en la historia de la biología, constituyendo una revolución científica que incluso se extendió hacia otros campos del saber humano, como la astronomía, la antropología, la historia, la sociología y la economía, pudiéndose llegar a afirmar que no existen disciplinas científicas, actitudes humanas ni poderes institucionales que no hayan sido afectados por las ideas que Darwin propuso en 1859 en El origen de las especies. En 1910, el filósofo John Dewey llegó a afirmar que Darwin transformó la lógica misma del pensamiento occidental, al cuestionar razonamientos teleológicos e introducir la noción de cambio evolutivo.

Los estudios evolutivos pueden organizarse en dos campos básicos. Por un lado, tenemos el estudio de los procesos que han conducido a la aparición de nuevas formas de vida, y por otro, el estudio de los patrones de la biodiversidad, es decir el resultado de la evolución. Genetistas, fisiólogos y ecólogos de poblaciones, entre otros, se dedican a estudiar los procesos evolutivos. Taxónomos, biogeógrafos, paleontólogos y embriólogos, entre otros, analizan los patrones de la biodiversidad.

A partir de la publicación del El origen de las especies, el estudio de los procesos evolutivos ha ocupado a un buen número de biólogos. El estudio de los patrones de la biodiversidad, sin embargo, habría de esperar un siglo más para comenzar a desarrollarse con mayor intensidad, a través de la sistemática filogenética, propuesta por el entomólogo alemán Willi Hennig en 1950, y la panbiogeografía, propuesta por el botánico italiano Léon Croizat en 1964.

Mi objetivo es presentar una breve introducción al estudio de los patrones de la biodiversidad, a través de las herramientas brindadas por la sistemática, la biogeografía y la evolución. Intento mostrar cómo el lenguaje común de la sistemática filogenética, la panbiogeografía y la biogeografía cladística es — parafraseando a Gregory Bateson (1980)— la «pauta que conecta» a estas disciplinas. La obra está dirigida básicamente a estudiantes de grado de las materias Sistemática, Biogeografía y Evolución.

Agradezco a Ana Barahona, Adrián Fortino, Isolda Luna, Layla Michán, Adolfo Navarro, Adrián Nieto y Edna Suárez por la lectura crítica del manuscrito y sus útiles sugerencias. Asimismo, agradezco a Adrián Fortino por el diseño gráfico del libro. La publicación de esta obra fue posible gracias al apoyo económico del proyecto PAPIME-MI208199 de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)." (Juan José Morrone Lupi)


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2020 - Perez-Miles (Ed.) - New World Tarantulas - Taxonomy, Biogeography and Evolutionary Biology of Theraphosidae

 


"Theraphosid tarantulas impressed naturalists since early times due to their large size, spectacular appearance, and extraordinary behaviors. However, the study of their taxonomy and especially their biology slowly increased until the second half of the twentieth century. The book of Baerg 1958 was one of the first contributions to the biology of North American theraphosids. Since the 1960s, starting with the papers  of Argentinean  arachnologists  Gerschman  de  Pikelin  and  Schiapelli,  the knowledge of the taxonomy of Neotropical tarantulas becomes more rigorous and some genera and subfamilies were seriously reviewed. The first cladistic analysis of Mygalomorphae done by Raven 1985 was a landmark in the taxonomy of the group and stimulated several colleagues to study the phylogeny of several mygalomorph families including Theraphosidae.

During the last few decades, many researchers interested in Theraphosidae from all over the world made relevant contributions in the study of tarantulas, mainly in taxonomical and phylogenetic aspects but also in biological aspects. The development of tarantula hobby also contributed to informal but valuable observations on breeding and other aspects of biology.

I prefer to use the name tarantula for the theraphosid spiders although it was originally used for lycosids because tarantula was widely extended in scientific and popular language for Theraphosidae, and I think the language is alive and dynamic.

I have been working on the taxonomy and biology of tarantulas for more than 40 years. This experience gave me the opportunity and privilege to know most specialists in the world, and I invited most of them to participate in this book. I trust their expertise and knowledge shared in this book could constitute a good motivation for students and researchers to continue developing studies in this fascinating group." (Fernando Perez-Milez)


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